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ADVOGADO É PRESO EM GOIÁS SUSPEITO DE APLICAR GOLPES CONTRA CLIENTES E CAUSAR PREJUÍZO DE R$ 700 MIL
Investigado teria atraído vítimas com promessa de reduzir parcelas de financiamentos imobiliários; Polícia Civil aponta ao menos 40 pessoas prejudicadas

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
Um advogado foi preso preventivamente em Catalão, no sudeste de Goiás, suspeito de aplicar golpes contra os próprios clientes. Segundo a Polícia Civil de Goiás, o investigado teria causado um prejuízo estimado em R$ 700 mil e feito ao menos 40 vítimas. A prisão ocorreu na terça-feira, 7 de julho, após decisão judicial.
O suspeito foi identificado em reportagens como Michel de Lacerda Bento. De acordo com a apuração divulgada pelo Metrópoles e pelo Mais Goiás, ele atraía clientes prometendo reduzir o valor de parcelas de financiamentos imobiliários por meio de ações revisionais de contrato.
Segundo a investigação, o advogado orientava os clientes a deixar de pagar as parcelas dos financiamentos, alegando que isso ajudaria nas supostas negociações com bancos ou instituições financeiras. A promessa era de que os valores seriam reduzidos judicialmente, mas, conforme a Polícia Civil, as vítimas acabavam acumulando prejuízos e dívidas ainda maiores.
Ainda de acordo com as informações divulgadas, parte dos clientes teria sido convencida a fazer pagamentos diretamente ao investigado, sob a justificativa de custas, depósitos judiciais ou despesas relacionadas aos processos. A suspeita é que os valores não tenham sido usados da forma prometida. Portais regionais também apontaram que o caso envolve suspeita de estelionato reiterado e retenção de valores de clientes.
A Polícia Civil afirma que as apurações indicam um esquema que se repetia com diferentes vítimas. O investigado usaria sua condição profissional para gerar confiança, apresentando soluções jurídicas que, segundo os relatos, não eram cumpridas como prometido. O prejuízo identificado até agora é de cerca de R$ 700 mil, mas esse valor ainda pode aumentar conforme novas vítimas sejam ouvidas.
O caso também teve desdobramento na esfera profissional. Segundo o Portal Notícias Goiás, o advogado já acumulava procedimentos no Tribunal de Ética da OAB e teve o registro profissional suspenso de forma cautelar. A informação foi divulgada pelo portal regional, que também citou a existência de dezenas de processos administrativos relacionados ao investigado.
A prisão preventiva foi decretada porque a Justiça entendeu haver necessidade de manter o investigado detido durante o andamento das apurações. Diferente da prisão temporária, a preventiva não possui prazo fixo previamente determinado e pode ser mantida enquanto persistirem os fundamentos legais apontados no processo.
Até o momento, não há informação pública sobre manifestação da defesa do advogado. O espaço segue aberto para posicionamento.
O caso chama atenção porque envolve uma relação de confiança entre cliente e profissional. Em situações de financiamento, ações revisionais ou negociações judiciais, especialistas recomendam que consumidores confiram a regularidade do profissional, acompanhem os processos pelos canais oficiais da Justiça e evitem repassar valores sem comprovantes claros, contrato formal e orientação documentada.
A investigação continua em andamento. A Polícia Civil deve seguir ouvindo vítimas, analisando documentos e verificando se outras pessoas também foram prejudicadas pelo mesmo tipo de promessa.
Carregando resultado da apuração das urnas…