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AÉCIO COMUNICA LIDERANÇAS QUE ACEITOU DISPUTAR O SENADO POR MINAS E DEVE OFICIALIZAR CANDIDATURA
Presidente nacional do PSDB muda de posição menos de um mês após anunciar que ficaria fora das eleições; renúncias de candidatos abriram espaço para entrada do ex-governador na cha

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
O deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, caminha para protagonizar uma das principais reviravoltas da eleição de 2026 em Minas Gerais. Depois de anunciar no início de agosto que não disputaria nenhum cargo neste ano, o ex-governador comunicou a lideranças nacionais do partido que aceitou concorrer a uma das duas vagas mineiras no Senado Federal.
A informação foi publicada inicialmente por O Fator, em apuração dos jornalistas Ana Mendonça, Júlio Soares e Fransciny Ferreira. Segundo o veículo, Aécio já comunicou a decisão internamente e sua equipe começou inclusive os preparativos para materiais do horário eleitoral.
A Rede 98 também confirmou a movimentação. Em reportagem assinada por Igor Teixeira, o veículo informou ter ouvido lideranças do PSDB e do PDT que confirmaram a decisão de Aécio de rever sua posição anterior.
Apesar das informações de bastidores, até a manhã desta sexta-feira (28) faltava a formalização pública. Uma coletiva foi marcada para as 14h, na sede do PSDB em Belo Horizonte, ao lado do presidente estadual da legenda, deputado Paulo Abi-Ackel.
A eventual candidatura representa uma mudança significativa em relação ao anúncio feito por Aécio no dia 4 de agosto. Na ocasião, ele afirmou que não concorreria a nenhum cargo eletivo em 2026, encerrando uma sequência de aproximadamente 40 anos consecutivos de mandatos. A intenção declarada era se dedicar à reconstrução nacional do PSDB e à formação de um campo político de centro.
Nas semanas seguintes, porém, dirigentes partidários, prefeitos e lideranças políticas passaram a pressioná-lo para reconsiderar.
A Federação PSDB-Cidadania em Minas e o PDT chegaram a divulgar uma manifestação conjunta pedindo a entrada de Aécio na disputa pelo Senado. Segundo os dirigentes, prefeitos, vereadores, deputados e militantes haviam procurado os partidos defendendo seu retorno às urnas.
RENÚNCIAS ABRIRAM CAMINHO PARA AÉCIO
A articulação avançou depois de duas mudanças importantes na chapa que apoia Alexandre Kalil (PDT) ao governo mineiro.
Marcelo Heringer, do PDT, renunciou à candidatura ao Senado. Em seguida, Gustavo Galassi, do PSDB, também deixou a disputa. A saída de Galassi abre diretamente o espaço para que Aécio seja registrado como substituto na vaga tucana.
O movimento é permitido pela legislação eleitoral.
De acordo com o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral, partidos e coligações podem substituir candidatos que renunciem, tenham o registro indeferido, cancelado ou cassado. Para as eleições de 2026, o prazo geral para apresentação dos pedidos de substituição termina em 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno.
Assim, mesmo com o prazo regular de registros já encerrado, a renúncia de um candidato permite que outro nome seja apresentado dentro das condições previstas pela Justiça Eleitoral.
PESQUISAS JÁ HAVIAM MOSTRADO AÉCIO COMPETITIVO
Antes de anunciar que ficaria fora da eleição, Aécio já vinha sendo testado em levantamentos para o Senado.
Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 28 de julho mostrou Marília Campos (PT) com 18% e Aécio com 16%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
Carlos Viana aparecia com 11%, Marcelo Aro com 10%, Domingos Sávio com 9% e Eros Biondini com 8%. A pesquisa ouviu 1.482 eleitores entre 22 e 26 de julho e foi registrada no TSE sob o número MG-03490/2026.
Desde então, o cenário mudou e novas candidaturas foram registradas. Ainda assim, o levantamento ajuda a explicar a pressão interna para que Aécio reconsiderasse sua decisão.
Segundo O Fator, pesquisas internas também teriam indicado redução da rejeição ao tucano, fator que pesou na decisão de reavaliar a candidatura.
RETORNO AO CARGO QUE JÁ OCUPOU
Aécio já foi senador por Minas Gerais entre 2011 e 2018. Antes disso, governou o estado por dois mandatos e presidiu a Câmara dos Deputados.
Em 2014, foi candidato à Presidência da República e chegou ao segundo turno contra Dilma Rousseff, sendo derrotado por uma diferença estreita de votos.
Atualmente, ocupa mandato de deputado federal e preside nacionalmente o PSDB.
Caso confirme a candidatura nesta sexta, Aécio entrará em uma eleição especialmente disputada. Em 2026, dois terços do Senado serão renovados, o que significa que os eleitores mineiros escolherão dois representantes para mandatos de oito anos.
A Folha de S.Paulo informou que a estratégia da eventual campanha deverá explorar o discurso de “defesa de Minas Gerais”, com Aécio tentando ocupar um espaço de centro diante da polarização nacional.
A confirmação pública, porém, continua sendo o último passo. Até a manhã desta sexta, o próprio Aécio vinha tratando a movimentação como resposta aos “apelos” recebidos, sem fazer formalmente o anúncio de candidatura.
Carregando resultado da apuração das urnas…