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ALEXANDRE DE MORAES AUTORIZA BUSCA DA PF NA CASA DE BOLSONARO POR ARMAS E MUNIÇÕES; DEFESA DIZ QUE NADA FOI ENCONTRADO

Operação foi autorizada por Alexandre de Moraes após questionamentos sobre armas registradas em nome do ex-presidente; caso aumenta tensão entre defesa, STF e aliados de Bolsonaro

ALEXANDRE DE MORAES AUTORIZA BUSCA DA PF NA CASA DE BOLSONARO POR ARMAS E MUNIÇÕES; DEFESA DIZ QUE NADA FOI ENCONTRADO

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira, 8 de julho, um mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A ação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e tinha como objetivo localizar possíveis armas, munições, acessórios e documentos de registro relacionados ao ex-presidente. Segundo a defesa de Bolsonaro, nenhum material foi encontrado durante a operação.

A busca ocorreu em meio a uma sequência de decisões envolvendo o armamento registrado em nome de Bolsonaro. Dias antes, Moraes havia determinado a entrega de 11 armas ligadas ao ex-presidente. De acordo com informações publicadas pelo UOL, a defesa informou que duas armas já estavam sob custódia da Polícia Federal, outras oito estavam acauteladas no Batalhão de Polícia do Exército em Brasília, e uma pistola Glock 9mm havia sido apreendida anteriormente em uma blitz.

O episódio da Glock é um dos pontos que ajudam a explicar o novo desdobramento. Segundo a Reuters, a arma registrada em nome de Bolsonaro foi encontrada com um integrante da equipe de segurança do ex-presidente, apesar de haver determinação judicial para que Bolsonaro entregasse todo o armamento. A partir disso, Moraes autorizou novas diligências para esclarecer se ainda havia armas ou itens relacionados na residência.

A defesa do ex-presidente criticou a operação. O advogado João Henrique de Freitas afirmou que nada foi localizado e classificou a medida como lamentável. A BandNews TV publicou que o mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro, mas que, segundo o advogado, a ação terminou sem apreensões relevantes.

A Folha de S.Paulo também informou que a busca foi realizada sob determinação de Moraes e tinha como finalidade verificar se ainda havia armas em poder de Bolsonaro. Já a Veja relatou que a operação ocorreu por volta das 7h da manhã, com foco em armamentos, munições e documentos ligados a registros de armas.

O caso acontece em um momento de forte pressão jurídica sobre Bolsonaro. O STF informou recentemente que Moraes decidiu manter o ex-presidente em prisão domiciliar, em decisão relacionada à situação processual do ex-chefe do Executivo. A Reuters também destacou que Bolsonaro segue sob prisão domiciliar e que o tema das armas passou a ser tratado como uma questão sensível dentro das medidas impostas pela Justiça.

Na prática, a operação tem dois efeitos imediatos. O primeiro é jurídico: a PF buscava confirmar se Bolsonaro ainda tinha acesso a armamentos ou documentos que deveriam estar sob controle das autoridades. O segundo é político: aliados do ex-presidente passaram a tratar a ação como mais um episódio de desgaste entre Bolsonaro e o Supremo, enquanto críticos afirmam que a medida faz parte do cumprimento regular de decisões judiciais.

Até o momento, não há informação oficial de que armas tenham sido encontradas na casa do ex-presidente durante a busca. Também não foi divulgado um novo posicionamento formal da Polícia Federal detalhando o resultado completo da diligência. O caso, no entanto, deve continuar repercutindo porque envolve três pontos sensíveis: as medidas cautelares impostas a Bolsonaro, o controle sobre armas registradas em seu nome e a relação cada vez mais tensa entre sua defesa e o ministro Alexandre de Moraes.

08 de jul. de 2026 · Redação Scarpa360