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ANVISA INVESTIGA 13 CASOS DE PERDA DE VISÃO ASSOCIADOS AO USO DE CANETAS EMAGRECEDORAS

Notificações envolvem medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro; agência ressalta que ainda não foi estabelecida relação direta de causa e efeito

ANVISA INVESTIGA 13 CASOS DE PERDA DE VISÃO ASSOCIADOS AO USO DE CANETAS EMAGRECEDORAS

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga 13 notificações de uma doença ocular rara registradas entre pessoas que utilizavam medicamentos populares no tratamento do diabetes e da obesidade, incluindo as chamadas canetas emagrecedoras.

Os relatos envolvem casos suspeitos de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA), condição provocada pela redução do fluxo sanguíneo para o nervo óptico e que pode levar a uma perda repentina e, em determinados casos, permanente da visão.

O levantamento reúne cinco notificações relacionadas ao Ozempic, três ao Wegovy, duas ao Wegovy FlexTouch, duas ao Rybelsus e uma ao Mounjaro. O Rybelsus é administrado por via oral, embora tenha a semaglutida como princípio ativo, também presente em outros medicamentos analisados.

INVESTIGAÇÃO NÃO SIGNIFICA CAUSA COMPROVADA

A principal cautela é que uma notificação de evento adverso não comprova que determinado medicamento provocou o problema.

A Anvisa ainda avalia os registros e não estabeleceu uma relação direta de causa e efeito entre o uso dessas substâncias e todos os episódios comunicados. Outros fatores de saúde dos pacientes também precisam ser considerados durante a análise.

No caso da semaglutida, a possível ocorrência de NOIA já vinha sendo acompanhada por autoridades sanitárias. A condição é considerada um evento adverso muito raro.

A orientação é procurar atendimento médico imediatamente diante de perda repentina da visão ou piora rápida da capacidade visual.

O QUE DIZEM AS FABRICANTES

A Novo Nordisk, responsável por Ozempic, Wegovy e Rybelsus, afirma acompanhar continuamente a segurança dos medicamentos e sustenta que o conjunto de dados disponível não permite confirmar uma relação causal entre a semaglutida e a doença ocular.

A Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, também informou que monitora relatos de possíveis efeitos adversos e trabalha em conjunto com autoridades regulatórias.

Os medicamentos analisados são utilizados principalmente no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade. A investigação não representa uma determinação para que pacientes interrompam o tratamento por conta própria. Mudanças na medicação devem ser discutidas com o profissional de saúde responsável.

29 de set. de 2026 · Redação Scarpa360