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NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
ANVISA INVESTIGA 13 CASOS DE PERDA DE VISÃO ASSOCIADOS AO USO DE CANETAS EMAGRECEDORAS
Notificações envolvem medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro; agência ressalta que ainda não foi estabelecida relação direta de causa e efeito

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga 13 notificações de uma doença ocular rara registradas entre pessoas que utilizavam medicamentos populares no tratamento do diabetes e da obesidade, incluindo as chamadas canetas emagrecedoras.
Os relatos envolvem casos suspeitos de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (NOIA), condição provocada pela redução do fluxo sanguíneo para o nervo óptico e que pode levar a uma perda repentina e, em determinados casos, permanente da visão.
O levantamento reúne cinco notificações relacionadas ao Ozempic, três ao Wegovy, duas ao Wegovy FlexTouch, duas ao Rybelsus e uma ao Mounjaro. O Rybelsus é administrado por via oral, embora tenha a semaglutida como princípio ativo, também presente em outros medicamentos analisados.
INVESTIGAÇÃO NÃO SIGNIFICA CAUSA COMPROVADA
A principal cautela é que uma notificação de evento adverso não comprova que determinado medicamento provocou o problema.
A Anvisa ainda avalia os registros e não estabeleceu uma relação direta de causa e efeito entre o uso dessas substâncias e todos os episódios comunicados. Outros fatores de saúde dos pacientes também precisam ser considerados durante a análise.
No caso da semaglutida, a possível ocorrência de NOIA já vinha sendo acompanhada por autoridades sanitárias. A condição é considerada um evento adverso muito raro.
A orientação é procurar atendimento médico imediatamente diante de perda repentina da visão ou piora rápida da capacidade visual.
O QUE DIZEM AS FABRICANTES
A Novo Nordisk, responsável por Ozempic, Wegovy e Rybelsus, afirma acompanhar continuamente a segurança dos medicamentos e sustenta que o conjunto de dados disponível não permite confirmar uma relação causal entre a semaglutida e a doença ocular.
A Eli Lilly, fabricante do Mounjaro, também informou que monitora relatos de possíveis efeitos adversos e trabalha em conjunto com autoridades regulatórias.
Os medicamentos analisados são utilizados principalmente no controle do diabetes tipo 2 e da obesidade. A investigação não representa uma determinação para que pacientes interrompam o tratamento por conta própria. Mudanças na medicação devem ser discutidas com o profissional de saúde responsável.
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