Mais notícias
NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
CAIADO OFICIALIZA CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA, COLOCA SEGURANÇA NO CENTRO DA CAMPANHA E ELEVA TOM CONTRA O PT
A chapa será formada exclusivamente por integrantes do PSD. O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, foi confirmado como candidato a vice-presidente. Com a composição, a

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
O PSD oficializou neste domingo (26) a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República nas eleições de 2026. Durante a convenção nacional da legenda, realizada em São Paulo, o ex-governador de Goiás apresentou a segurança pública como uma das principais bandeiras de sua campanha e fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores.
A chapa será formada exclusivamente por integrantes do PSD. O presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, foi confirmado como candidato a vice-presidente. Com a composição, a legenda tenta apresentar uma alternativa à polarização entre Lula, candidato do PT, e Flávio Bolsonaro, nome do PL na disputa pelo Palácio do Planalto.
Durante o discurso de lançamento, Caiado afirmou que um eventual governo comandado por ele teria como prioridade o enfrentamento às organizações criminosas e o fortalecimento da atuação do Estado na área de segurança. O candidato também relacionou o avanço das facções aos problemas enfrentados pelo país e declarou que pretende adotar uma política mais rigorosa contra diferentes tipos de crimes.
Em uma das declarações mais fortes do evento, Caiado afirmou que pretende “libertar o país do sequestro do PT e das facções”. Ele ainda repetiu um dos principais slogans de sua trajetória política em Goiás ao dizer que, sob seu comando, criminosos não teriam espaço.
Combate à violência contra a mulher
O candidato dedicou parte do discurso à violência contra as mulheres. Caiado defendeu o uso de tornozeleiras eletrônicas, a prisão de agressores e medidas patrimoniais contra condenados por violência doméstica.
Segundo a proposta apresentada por ele, bens pertencentes a agressores poderiam ser confiscados e destinados às vítimas como forma de reparação. Caiado também disse que pretende aplicar maior rigor contra estupradores, pedófilos e pessoas condenadas por corrupção.
As propostas ainda deverão ser detalhadas no programa de governo e analisadas do ponto de vista jurídico e legislativo. Algumas das medidas mencionadas dependeriam da aprovação do Congresso Nacional e da definição de regras específicas para serem efetivamente aplicadas.
Críticas a Lula e à polarização
Apesar de concentrar ataques no PT, Caiado também criticou o atual ambiente de polarização política. O candidato acusou Lula de alimentar conflitos externos para retirar o foco de problemas internos e afirmou que setores da oposição também recorrem a ataques contra autoridades como forma de evitar explicações sobre temas considerados incômodos.
Sem citar diretamente os adversários em todos os momentos, o ex-governador defendeu que o próximo presidente não esteja envolvido em suspeitas relacionadas a “rachadinhas” ou em escândalos envolvendo o Banco Master. A declaração foi interpretada como uma tentativa de se diferenciar tanto do campo governista quanto de integrantes da direita ligados ao bolsonarismo.
Nas últimas semanas, Caiado também vinha aumentando as críticas a Flávio Bolsonaro. Ele questionou declarações do senador sobre as urnas eletrônicas e chegou a afirmar que a candidatura do parlamentar poderia favorecer a reeleição de Lula.
Chapa com Kassab
A escolha de Gilberto Kassab para a vice ocorreu após o PSD enfrentar dificuldades para construir uma aliança nacional com outros partidos. A legenda chegou a discutir uma possível composição com Romeu Zema, mas o ex-governador mineiro manteve seu próprio projeto presidencial.
Kassab, considerado um dos principais articuladores políticos do país, entra na chapa com a missão de ampliar as alianças e reduzir divergências internas. A decisão também ajuda o PSD a preservar sua estrutura nacional enquanto tenta fortalecer a candidatura de Caiado.
Mesmo com uma candidatura própria, o partido decidiu conceder liberdade aos diretórios estaduais para apoiarem outros nomes na corrida presidencial. A medida busca preservar acordos regionais já consolidados e evitar que a disputa nacional provoque rupturas em estados onde o PSD mantém alianças com grupos políticos diferentes.
Em São Paulo, por exemplo, integrantes do partido mantêm proximidade com o grupo do governador Tarcísio de Freitas. Em Minas Gerais, lideranças da sigla estão ligadas a Romeu Zema. Já no Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes mantém diálogo com o presidente Lula.
Tentativa de ocupar espaço entre Lula e Flávio
A estratégia da campanha é posicionar Caiado como um candidato de centro-direita, ligado ao setor produtivo, ao agronegócio e a uma agenda mais rígida de segurança pública. Ao mesmo tempo, o ex-governador tenta se apresentar como uma opção aos eleitores que rejeitam tanto o PT quanto o bolsonarismo.
Caiado tem uma trajetória de aproximadamente quatro décadas na política. Médico ortopedista, já exerceu mandatos de deputado federal e senador, além de ter governado Goiás por dois mandatos. Esta será sua segunda disputa presidencial: a primeira ocorreu em 1989. Ele deixou o União Brasil e se filiou ao PSD em março de 2026.
A candidatura entra oficialmente na disputa com o desafio de ampliar o conhecimento nacional do ex-governador e transformar sua experiência administrativa em intenção de voto.
Pesquisa PoderData/Aya divulgada em 16 de julho indicou Caiado com 4% em uma simulação de primeiro turno, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro. Em um eventual segundo turno contra Lula, porém, os dois apareceram tecnicamente empatados: 44% para o presidente e 43% para Caiado. O levantamento ouviu 2.400 pessoas, tem margem de erro de dois pontos percentuais e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral.
Com a oficialização, Caiado inicia uma nova etapa da campanha tentando transformar a segurança pública em seu principal diferencial eleitoral e se consolidar como alternativa à polarização que domina a corrida pelo Planalto.
Carregando resultado da apuração das urnas…