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NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
CARROS ELÉTRICOS DESVALORIZARAM ATÉ 49% EM QUATRO ANOS, CONTRA 13,4% DOS MODELOS A COMBUSTÃO
Levantamento do IBV Auto aponta que veículos elétricos perderam valor em ritmo muito superior ao dos carros tradicionais no mercado de usados.

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
Os carros elétricos seguem ganhando espaço nas ruas brasileiras e registrando crescimento nas vendas ano após ano. No entanto, um levantamento recente mostrou que a valorização da tecnologia nem sempre acompanha o comportamento do mercado de usados.
Dados divulgados pelo IBV Auto, índice do banco BV que monitora a variação dos preços dos veículos usados no Brasil, apontam que os carros elétricos lançados em 2022 acumularam desvalorização de 49,3% até maio de 2026. Em comparação, os veículos movidos a combustão perderam apenas 13,4% do valor no mesmo período.
A diferença chama atenção porque representa uma perda de valor quase quatro vezes maior para os modelos elétricos. O estudo também revelou que os veículos elétricos lançados em 2023 já acumulam desvalorização de 45,6%, reforçando uma tendência observada nos últimos anos.
Segundo especialistas do setor, a queda mais acentuada está diretamente relacionada à rápida evolução tecnológica dos veículos elétricos. Diferentemente dos carros convencionais, que apresentam mudanças graduais ao longo dos anos, os elétricos recebem atualizações frequentes em autonomia, desempenho, sistemas de assistência e eficiência das baterias.
Na prática, isso significa que modelos lançados há poucos anos podem se tornar menos atrativos diante das novas gerações disponíveis no mercado. Como consequência, os preços dos usados acabam sofrendo pressão maior.
Outro fator importante apontado pelo levantamento é a redução dos preços dos veículos elétricos novos. Nos últimos anos, diversas montadoras adotaram estratégias agressivas de preços para ampliar a participação no mercado, especialmente diante da crescente concorrência de fabricantes chinesas.
Marcas como BYD, GWM e outras empresas asiáticas aumentaram significativamente sua presença no Brasil, oferecendo modelos com mais tecnologia e preços competitivos. Esse movimento obrigou concorrentes a revisarem valores e promoções, impactando diretamente a revenda dos veículos já em circulação.
O comportamento do mercado também influencia esse cenário. Muitos consumidores ainda demonstram dúvidas em relação à vida útil das baterias, custos de substituição, disponibilidade de infraestrutura de recarga e valor futuro dos veículos. Essa percepção pode reduzir a demanda por determinados modelos usados e acelerar a desvalorização.
Apesar dos números, especialistas destacam que a desvalorização não significa necessariamente que os carros elétricos sejam um mau negócio. Em muitos casos, a economia com combustível e manutenção pode compensar parte da perda de valor ao longo dos anos.
Os veículos elétricos possuem menos componentes mecânicos sujeitos a desgaste, dispensam trocas de óleo e geralmente apresentam custos menores de manutenção preventiva quando comparados aos automóveis equipados com motores a combustão.
Além disso, o setor continua em expansão. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram crescimento consistente nas vendas de veículos eletrificados no país, impulsionado pela busca por alternativas mais sustentáveis e econômicas.
O levantamento do IBV Auto surge em um momento importante para o mercado automotivo brasileiro, servindo como alerta para consumidores que consideram não apenas os custos de uso, mas também o valor de revenda na hora da compra.
Para especialistas, a principal recomendação é que o consumidor avalie o veículo de forma ampla, considerando preço de aquisição, economia operacional, tecnologia embarcada, infraestrutura disponível na região onde mora e projeções de valorização ou desvalorização ao longo do tempo.
Enquanto os carros elétricos avançam em participação de mercado e ganham cada vez mais espaço no Brasil, os dados mostram que o desafio da retenção de valor ainda é um dos principais obstáculos para a consolidação definitiva da tecnologia no país.
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