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CHEFE DO PENTÁGONO DIZ QUE PCC E COMANDO VERMELHO SÃO “ALVOS LEGÍTIMOS” DOS EUA
Declaração de Pete Hegseth foi feita no Panamá e ocorre após Washington classificar as duas facções brasileiras como organizações terroristas estrangeiras

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que organizações classificadas por Washington como terroristas podem ser consideradas “alvos legítimos” do governo norte-americano quando houver atuação conjunta com países parceiros.
A declaração foi feita durante uma coletiva no Panamá, em meio a uma reunião da coalizão liderada pelos Estados Unidos para o combate ao narcotráfico nas Américas. Hegseth foi questionado sobre a possibilidade de operações militares contra grupos armados na Colômbia e respondeu que organizações designadas como terroristas podem ser alvo de ações dos EUA em cooperação com governos aliados.
A fala também alcança diretamente o debate brasileiro porque o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho foram incluídos pelo governo dos Estados Unidos, neste ano, nas listas de Organizações Terroristas Estrangeiras e de Terroristas Globais Especialmente Designados. A classificação entrou em vigor em junho.
“Organizações terroristas designadas, com governos parceiros, serão alvos legítimos do governo dos Estados Unidos”, declarou Hegseth ao ser questionado sobre eventuais operações contra grupos armados latino-americanos.
No caso da Colômbia, o chefe do Pentágono confirmou que os Estados Unidos discutiram a possibilidade de operações conjuntas contra organizações como o Exército de Libertação Nacional e dissidências das antigas FARC, também classificadas como terroristas por Washington.
A fala ocorre em um momento de maior aproximação entre Washington e o novo governo colombiano de Abelardo de la Espriella, que adotou uma política de enfrentamento mais duro aos grupos armados e ao narcotráfico. Os EUA também anunciaram planos de ampliar a cooperação de segurança com a Colômbia.
A inclusão de PCC e Comando Vermelho nas listas norte-americanas já permite uma série de medidas financeiras e jurídicas. Entre elas estão congelamento de bens sob jurisdição dos Estados Unidos e punições contra pessoas ou empresas que forneçam apoio material às organizações.
No Brasil, porém, a classificação foi recebida com resistência pelo governo Lula. O Planalto argumentou que o combate às facções é responsabilidade das autoridades brasileiras e rejeitou qualquer possibilidade de intervenção estrangeira em território nacional.
Até o momento, Hegseth não anunciou uma operação militar específica contra PCC ou Comando Vermelho em território brasileiro. A declaração foi feita de forma ampla sobre organizações terroristas designadas e condicionada à atuação com governos parceiros.
A fala, no entanto, aumenta a pressão sobre o Brasil e reacende o debate sobre até onde os Estados Unidos pretendem ir no combate internacional ao narcotráfico e às facções criminosas da América Latina.
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