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NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
CHINA PASSA A COBRAR TARIFA EXTRA DE 55% SOBRE CARNE BRASILEIRA APÓS PAÍS ESGOTAR COTA
Brasil atingiu limite anual de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas; cobrança adicional passa a valer sobre os volumes que excederem a cota

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
A carne bovina brasileira que ultrapassar a cota anual estabelecida pela China ficará mais cara para entrar no mercado chinês a partir desta quinta-feira (1º). O país asiático passará a aplicar uma tarifa adicional de 55% sobre os volumes enviados pelo Brasil acima do limite definido para 2026.
O Brasil atingiu na terça-feira (29) 100% da cota destinada ao país, de aproximadamente 1,106 milhão de toneladas.
Com o esgotamento do limite, novos volumes que entrarem na China fora da cota estarão sujeitos à sobretaxa de 55%, além da tarifa de importação normalmente aplicada.
MEDIDA NÃO FOI CRIADA EXCLUSIVAMENTE CONTRA O BRASIL
Apesar do impacto direto sobre as exportações brasileiras, a medida não representa uma nova sanção comercial direcionada exclusivamente ao Brasil.
A China criou no fim de 2025 um mecanismo de salvaguarda para proteger sua produção doméstica diante do crescimento das importações de carne bovina. O sistema estabeleceu limites específicos para diferentes países fornecedores e prevê a cobrança adicional quando cada cota é ultrapassada.
O Brasil recebeu a maior cota individual, reflexo de sua posição de destaque no fornecimento de carne bovina ao mercado chinês.
CHINA É MERCADO FUNDAMENTAL PARA A CARNE BRASILEIRA
A mudança preocupa o setor porque a China é o principal destino da carne bovina brasileira. Em 2025, o produto brasileiro respondeu por aproximadamente 48% das importações chinesas de carne bovina.
Com uma tarifa significativamente maior fora da cota, exportadores podem enfrentar dificuldades para manter a competitividade das vendas destinadas ao país asiático até a abertura da cota de 2027.
O Brasil também vem trabalhando para ampliar destinos para sua produção. Mercados como Estados Unidos, Coreia do Sul e Indonésia aparecem entre as alternativas para reduzir a dependência das compras chinesas.
A salvaguarda chinesa está prevista para permanecer em vigor até 2028, com cotas anuais definidas para os países exportadores.
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