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CHINA TESTA MÍSSIL LANÇADO DE SUBMARINO NUCLEAR E AUMENTA TENSÃO NO PACÍFICO
O anúncio é considerado histórico por ser o primeiro desde setembro de 1988, quando a China informou oficialmente o lançamento de dois mísseis JL-1 a partir de um submarino nuclear

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A China realizou nesta segunda-feira (6) um teste de um míssil balístico intercontinental com capacidade nuclear lançado a partir de um submarino no Oceano Pacífico. O lançamento, feito com uma ogiva simulada, foi o primeiro desse tipo divulgado publicamente por Pequim em quase quatro décadas e reacendeu preocupações sobre o fortalecimento militar chinês na região.
Segundo a Marinha da China, o disparo ocorreu às 12h01, a partir de uma área marítima não revelada. Em comunicado, o porta-voz da força naval, capitão Wang Xuemeng, afirmou que o exercício faz parte do treinamento militar anual do país, que as nações envolvidas foram avisadas previamente e que a operação está em conformidade com o direito internacional, não sendo direcionada contra qualquer país ou alvo específico.
O anúncio é considerado histórico por ser o primeiro desde setembro de 1988, quando a China informou oficialmente o lançamento de dois mísseis JL-1 a partir de um submarino nuclear da classe Tipo 09II, no Mar de Bohai.
Atualmente, a Marinha chinesa opera os mísseis balísticos lançados de submarinos JL-2 e JL-3, ambos com alcance intercontinental. De acordo com especialistas em defesa, esses armamentos são capazes de transportar múltiplas ogivas nucleares e possuem elevada capacidade de penetração em sistemas de defesa, reforçando o poder de dissuasão e de contra-ataque nuclear do país.
O teste provocou reações imediatas entre países da região. O ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters, afirmou que o lançamento é motivo de profunda preocupação e criticou o uso do Pacífico Sul como área para testes militares.
"A Nova Zelândia considera esse um acontecimento indesejado e preocupante. Assim como nossos vizinhos de outros países do Pacífico, não temos interesse que a China utilize o Pacífico Sul como área de testes para sua capacidade de lançamento de mísseis", declarou.
O governo do Japão também manifestou preocupação. Tóquio informou que recebeu aviso prévio sobre o lançamento, mas pediu que Pequim reavaliasse esse tipo de operação. As autoridades japonesas acrescentaram que foram notificadas sobre a possibilidade de destroços caírem dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do país.
O teste ocorre em um momento de crescente tensão geopolítica na região do Indo-Pacífico, onde a expansão da capacidade militar chinesa vem sendo acompanhada de perto por países vizinhos e por aliados dos Estados Unidos.
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