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CHUVAS DE QUASE 200 MM PROVOCAM INUNDAÇÕES, DEIXAM MAIS DE MIL FORA DE CASA E ATINGEM 169 CIDADES NO RS

O balanço mais recente apontava 1.099 pessoas fora de casa, sendo 728 acolhidas em abrigos públicos e 371 desalojadas, que buscaram abrigo na residência de parentes ou amigos. Até

CHUVAS DE QUASE 200 MM PROVOCAM INUNDAÇÕES, DEIXAM MAIS DE MIL FORA DE CASA E ATINGEM 169 CIDADES NO RS

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

As chuvas intensas e os vendavais que atingem o Rio Grande do Sul provocaram inundações, alagamentos, destelhamentos, quedas de árvores e bloqueios em rodovias. Até a noite de quarta-feira (22), ao menos 169 municípios haviam comunicado algum tipo de ocorrência à Defesa Civil estadual.

O balanço mais recente apontava 1.099 pessoas fora de casa, sendo 728 acolhidas em abrigos públicos e 371 desalojadas, que buscaram abrigo na residência de parentes ou amigos. Até essa atualização, não havia mortes confirmadas. Um ferido havia sido contabilizado nos levantamentos divulgados anteriormente.

REGIÕES CENTRAL E NORTE CONCENTRAM OS MAIORES IMPACTOS

As regiões Central e Norte do estado estavam entre as mais afetadas, incluindo a Serra Gaúcha e os vales dos rios Taquari, Antas e Caí. Municípios como Lajeado, Encantado, Estrela, Arroio do Meio, Muçum, Roca Sales, Santa Tereza, Cruzeiro do Sul, Montenegro e Harmonia ficaram sob alerta para inundações.

O governo estadual enviou alertas diretamente aos celulares de moradores de 37 municípios, orientando a retirada preventiva das áreas de risco. Planos municipais de contingência foram acionados com apoio da Defesa Civil, das forças de segurança e das equipes de resgate.

Também foram registrados transtornos na Fronteira Oeste, Campanha, Sul e Noroeste do estado. Alegrete, Uruguaiana, Bagé, Santa Cruz do Sul, Passo Fundo, Marau, Paraí, Ciríaco e André da Rocha estão entre os municípios que registraram alagamentos, enxurradas, ventos fortes ou danos estruturais.

Em Bagé, a água chegou a atingir uma unidade hospitalar. Em Ciríaco, um idoso ficou preso dentro de um carro quase completamente submerso e precisou ser retirado pela janela com o auxílio de uma retroescavadeira. Ele foi resgatado com vida e passa bem.

CHUVA SUPERA 200 MILÍMETROS EM 24 HORAS

O volume de água registrado em algumas cidades se aproximou do esperado para vários meses. Em apenas 24 horas, Paraí acumulou 200,8 milímetros de chuva. Marau registrou 192 milímetros; André da Rocha, 180 milímetros; Passo Fundo, 178,6 milímetros; e Condor, 172,8 milímetros.

Além da chuva volumosa, o estado enfrentou fortes rajadas de vento, que provocaram destelhamentos, derrubaram árvores, postes e estruturas. Os vendavais começaram na sexta-feira (17) e ganharam força durante o fim de semana. A precipitação se intensificou principalmente a partir de terça-feira (21).

RIO TAQUARI ULTRAPASSA COTA DE INUNDAÇÃO

No Vale do Taquari, o nível do rio avançou rapidamente e ultrapassou a cota de inundação em diferentes municípios. Em Lajeado, onde a cota de inundação é de 19 metros, o rio já estava acima dos 22 metros no fim da manhã de quarta-feira.

Por volta das 16h, o nível chegou a aproximadamente 23,7 metros, fazendo a água alcançar ruas, residências e áreas ribeirinhas. A Defesa Civil iniciou a retirada de moradores, e centenas de pessoas foram encaminhadas para abrigos municipais.

A Defesa Civil classificou como muito alto o risco de inundação do Taquari em municípios como Encantado, Santa Tereza, Bom Retiro do Sul e Taquari. Mesmo com a redução da chuva, rios maiores ainda devem permanecer elevados por causa do volume acumulado nas cabeceiras.

CASA É ARRASTADA NO RIO DAS ANTAS

Uma das cenas de maior repercussão foi registrada na comunidade de Linha Alcântara, no interior de Bento Gonçalves. Uma casa de madeira foi arrancada do terreno e levada pela correnteza do Rio das Antas.

As imagens mostram a residência sendo transportada praticamente inteira pelas águas barrentas. Apesar do impacto da cena, não havia ninguém dentro do imóvel no momento em que ele foi arrastado, e nenhuma pessoa ficou ferida.

A ponte que liga Bento Gonçalves a Cotiporã também precisou ser interditada devido à elevação do rio. A região é acompanhada pelas autoridades diante do risco de novos danos, erosões e deslizamentos nas margens.

MAIS DE MIL PESSOAS PRECISARAM DEIXAR SUAS RESIDÊNCIAS

O número de pessoas retiradas das áreas de risco cresceu rapidamente durante a quarta-feira. Pela manhã, o balanço indicava 206 pessoas fora de casa. No início da noite, o total chegou a 1.099.

Das pessoas atingidas, 728 foram encaminhadas para estruturas públicas de acolhimento e 371 deixaram suas residências para ficar temporariamente com familiares ou amigos. Lajeado concentrava parte significativa das retiradas preventivas, com centenas de moradores acolhidos.

O número total de habitantes diretamente afetados pelas chuvas ainda não havia sido consolidado. O balanço de 169 se refere à quantidade de municípios que relataram danos, e não ao número de pessoas atingidas.

RODOVIAS TÊM BLOQUEIOS E TRANSPORTE PODE SER ALTERADO

Ao menos 18 trechos de rodovias estaduais apresentavam bloqueios totais ou parciais devido a alagamentos, quedas de barreiras, árvores sobre a pista ou danos causados pela correnteza.

As empresas responsáveis pelo transporte rodoviário intermunicipal foram autorizadas a alterar horários e itinerários por causa das interrupções. Motoristas foram orientados a não atravessar pontos alagados e a acompanhar as atualizações dos órgãos rodoviários antes de viajar.

CHUVA PERDE FORÇA, MAS ALERTA CONTINUA

A previsão indicava redução dos volumes de chuva a partir desta quinta-feira (23). Apesar disso, a Defesa Civil alertou que arroios e pequenos rios podem continuar elevados e que as bacias do Taquari-Antas e do Caí devem permanecer em nível de inundação.

O risco continua principalmente nas comunidades próximas aos rios, porque a água que cai nas áreas mais altas leva tempo para chegar às regiões mais baixas. Por isso, uma cidade pode sofrer uma inundação mesmo depois de a chuva ter parado.

A orientação é que os moradores acompanhem os alertas oficiais, deixem imediatamente as áreas indicadas pela Defesa Civil, não atravessem ruas inundadas e procurem locais seguros. Em situações de emergência, os contatos são 190, da Brigada Militar, e 193, do Corpo de Bombeiros.

23 de jul. de 2026 · Redação Scarpa360