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COMANDO VERMELHO TERIA EXIGIDO R$ 300 MIL PARA LIBERAR CAMPANHA EM FORQUILHA, NO CEARÁ

Denúncia em Forquilha levou ao reforço das forças de segurança; Polícia Civil investiga ameaças relacionadas ao crime organizado, enquanto equipes especializadas permanecem no muni

COMANDO VERMELHO TERIA EXIGIDO R$ 300 MIL PARA LIBERAR CAMPANHA EM FORQUILHA, NO CEARÁ

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

Uma denúncia sobre possível interferência do crime organizado nas eleições de 2026 provocou uma grande mobilização das forças de segurança em Forquilha, município localizado na região norte do Ceará. Segundo informações divulgadas por veículos locais nesta quarta-feira (19), integrantes do Comando Vermelho teriam exigido R$ 300 mil por mês para permitir que candidatos circulassem pelas ruas da cidade e realizassem atividades de campanha.

A denúncia foi divulgada inicialmente por veículos cearenses como o CN7 e o Portal Politicando. Segundo essas publicações, a cobrança funcionaria como uma espécie de “pedágio” para liberar a circulação de políticos durante o período eleitoral.

O prefeito de Forquilha, Edinardo Filho (PSB), teria se recusado a atender à exigência e comunicado a situação ao Governo do Ceará. De acordo com o CN7, a denúncia aponta ainda que um dos responsáveis pelas ameaças estaria no Rio de Janeiro e teria enviado recados por meio de integrantes da organização criminosa que atuam no município. Essas informações fazem parte das denúncias divulgadas e ainda são objeto de investigação.

Diante da situação, Forquilha recebeu nesta quarta-feira um reforço expressivo das forças de segurança. Equipes da Polícia Militar e da Polícia Civil passaram a realizar ações ostensivas na cidade. A operação contou também com integrantes do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas, o CPRaio.

Em nota divulgada após a repercussão do caso, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará informou que todas as denúncias de ações criminosas levadas ao conhecimento das autoridades são investigadas.

Segundo a SSPDS, o Departamento de Repressão ao Crime Organizado, por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas do Norte, realiza diligências para identificar pessoas suspeitas de envolvimento em ameaças relacionadas a organizações criminosas em Forquilha. Setores de inteligência das forças estaduais também participam do trabalho.

O policiamento foi reforçado por tempo indeterminado. Além das equipes convencionais, participam da intensificação das ações integrantes do Policiamento Ostensivo Geral, CPRaio e Comando de Policiamento de Choque.

A confirmação oficial da investigação é importante porque, até o momento, a SSPDS não declarou publicamente em sua nota que o valor exigido seria exatamente de R$ 300 mil nem atribuiu formalmente a cobrança ao Comando Vermelho. Esses dois pontos aparecem nas denúncias e reportagens locais e ainda precisam ser confirmados pelas investigações.

O episódio ocorre poucos dias depois de outra operação revelar suspeitas de interferência do crime organizado no processo eleitoral cearense. Em Sobral, a Operação Omertá investigou a atuação do Comando Vermelho nas eleições municipais de 2024 e também possíveis ações relacionadas à disputa de 2026.

Segundo o Ministério Público e as investigações citadas na ocasião, candidatos teriam sido obrigados a pagar valores para acessar bairros controlados pela facção. Os investigadores apontaram cobranças de R$ 30 mil para candidatos sem mandato e de até R$ 60 mil para políticos que já ocupavam cargos eletivos.

A Operação Omertá resultou no cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão e atingiu, entre outros investigados, três vereadores de Sobral. As autoridades também apuram coação de eleitores, ameaças, extorsão, corrupção, lavagem de dinheiro e impedimento do exercício da propaganda eleitoral.

O novo caso em Forquilha amplia a preocupação das autoridades sobre a tentativa de organizações criminosas de interferir diretamente na campanha eleitoral, restringindo a circulação de candidatos ou condicionando o acesso a determinados territórios ao pagamento de dinheiro.

Por enquanto, a Polícia Civil mantém as diligências para identificar os envolvidos nas ameaças e esclarecer se houve efetivamente uma cobrança de R$ 300 mil por mês, quem teria feito a exigência e quais candidatos ou grupos políticos teriam sido abordados.

O policiamento reforçado deverá permanecer em Forquilha por tempo indeterminado enquanto as investigações avançam.

19 de ago. de 2026 · Redação Scarpa360