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CONDENADO A 121 ANOS, “MANÍACO DO ESCORT AZUL” DEIXA PRESÍDIO EM SAIDINHA E VOLTA A COMETER ESTUPRO NO RIO

Homem com histórico de crimes sexuais e roubos deixou unidade prisional durante benefício do Dia dos Pais; dois dias depois, segundo a Polícia Civil, uma adolescente de 16 anos foi

CONDENADO A 121 ANOS, “MANÍACO DO ESCORT AZUL” DEIXA PRESÍDIO EM SAIDINHA E VOLTA A COMETER ESTUPRO NO RIO

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

Um homem conhecido como “Maníaco do Escort Azul”, condenado a 121 anos de prisão e com histórico de crimes como estupro e roubo, voltou ao centro de uma investigação policial no Rio de Janeiro após deixar o sistema penitenciário durante uma saída temporária concedida no período do Dia dos Pais.

O investigado é Wansther Jorge Silva Damasceno. Segundo informações da Polícia Civil divulgadas pela Band, ele possui 12 anotações criminais e cumpre pena no sistema penitenciário fluminense. O apelido pelo qual ficou conhecido surgiu ainda nos anos 2000, quando foi relacionado a crimes sexuais cometidos na região da Penha, na Zona Norte da capital.

No dia 7 de agosto, Wansther deixou o Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho, em Bangu, beneficiado pela chamada Visita Periódica ao Lar (VPL), modalidade de saída temporária aplicada a presos que cumprem os requisitos previstos na execução penal.

Dois dias depois, segundo a investigação, ele teria aguardado próximo a uma escola na Penha até perceber uma adolescente de 16 anos deixando o local sozinha. A Polícia Civil afirma que o homem passou a segui-la, simulou estar armado e obrigou a vítima a caminhar até a Rua Delfina Enes, onde ocorreu a violência sexual.

Câmeras de segurança instaladas na região foram fundamentais para a investigação. As imagens permitiram que os agentes acompanhassem parte da movimentação do suspeito antes e depois da abordagem e chegassem à identificação de Wansther.

Após conseguir pedir ajuda, a adolescente foi atendida por policiais civis e encaminhada, acompanhada da mãe, ao Hospital Estadual Getúlio Vargas. Posteriormente, passou por exame no Instituto Médico Legal. De acordo com a Polícia Civil, o laudo confirmou a ocorrência de violência sexual.

Mesmo após o episódio, Wansther retornou ao sistema penitenciário no dia 13 de agosto, data prevista para o encerramento do período de saída. A ligação dele com o novo crime teria sido estabelecida posteriormente, durante a análise das imagens e demais diligências realizadas pelos investigadores.

Depois da identificação, a situação foi comunicada à Vara de Execuções Penais. O preso acabou retirado da unidade onde estava e colocado em isolamento dentro do sistema penitenciário. Reportagens da Band informam que ele foi transferido para Bangu 1, unidade de segurança máxima do Complexo de Gericinó.

O histórico judicial de Wansther mostra que a concessão do benefício já havia chegado ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em pauta de julgamento de julho de 2024, o TJRJ registra um agravo de execução penal em nome de Wansther Jorge Silva Damasceno cujo assunto aparece oficialmente como “Visita Periódica ao Lar / Saída Temporária”.

O novo caso ganhou repercussão justamente pela gravidade dos crimes pelos quais o detento já havia sido condenado e pelo fato de a nova ocorrência investigada ter acontecido enquanto ele estava temporariamente fora da prisão.

A Polícia Civil também apura se existem outras possíveis vítimas relacionadas ao investigado. O episódio volta a alimentar o debate sobre os critérios utilizados para concessão e acompanhamento de benefícios de saída a presos com condenações extensas por crimes violentos.

Apesar do histórico de condenações anteriores, o novo episódio ainda está sujeito à investigação e aos procedimentos judiciais correspondentes. Portanto, a responsabilidade criminal pelo caso mais recente deverá ser definida no curso do processo, com garantia de defesa e análise das provas pelas autoridades competentes.

30 de ago. de 2026 · Redação Scarpa360