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NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
CONTAS PÚBLICAS TÊM DÉFICIT DE R$ 10 BILHÕES EM AGOSTO E DÍVIDA SOBE PARA 82,9% DO PIB
Resultado primário melhora em relação a agosto de 2025, mas dívida bruta avança para R$ 11,05 trilhões e permanece em trajetória de alta.

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
As contas do setor público consolidado fecharam agosto com déficit primário de R$ 10 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Banco Central.
O resultado representa melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando o déficit havia sido de R$ 17,3 bilhões. O setor público consolidado inclui governo federal, estados, municípios e empresas estatais.

O déficit primário ocorre quando as receitas ficam abaixo das despesas, sem considerar o pagamento dos juros da dívida.
Em agosto, o governo federal registrou déficit de R$ 14,7 bilhões, enquanto estados e municípios tiveram superávit de R$ 2,7 bilhões. As empresas estatais apresentaram resultado positivo de R$ 2 bilhões.
DÉFICIT ACUMULADO CHEGA A R$ 88,9 BILHÕES

Nos oito primeiros meses de 2026, o setor público acumulou déficit primário de R$ 88,9 bilhões, equivalente a cerca de 1% do PIB.
No mesmo período do ano passado, o saldo negativo havia sido de R$ 61,8 bilhões, ou 0,74% do PIB.
Considerando apenas o governo federal, o déficit acumulado no ano chegou a R$ 97,1 bilhões.
A meta fiscal de 2026 prevê déficit central de 0,25% do PIB, dentro de uma faixa de tolerância estabelecida pelo arcabouço fiscal.
COM JUROS, ROMBO CHEGA A R$ 116 BILHÕES NO MÊS
Quando são incluídas as despesas com juros da dívida, o resultado muda de dimensão.
O déficit nominal do setor público chegou a R$ 116 bilhões apenas em agosto.
No acumulado de 12 meses, o saldo negativo alcançou aproximadamente R$ 1,26 trilhão, equivalente a 9,48% do PIB.
As despesas com juros somaram R$ 1,18 trilhão no período de 12 meses, ou 8,86% do PIB.
O nível elevado da taxa Selic aumenta o custo de carregamento da dívida e contribui para pressionar o resultado nominal das contas públicas.
DÍVIDA CHEGA A R$ 11,05 TRILHÕES

A dívida bruta do governo geral subiu para 82,9% do PIB em agosto, equivalente a aproximadamente R$ 11,05 trilhões.
Em julho, a dívida estava em 82,5% do PIB, segundo o Banco Central.
O patamar de agosto é o mais alto desde março de 2021.
A comparação com o início de 2023 também mostra avanço expressivo. A dívida bruta encerrou 2022 em 73,5% do PIB. Com o indicador agora em 82,9%, a alta desde então é de 9,4 pontos percentuais.
Esse cálculo é diferente dos 11,2 pontos percentuais citados em algumas reportagens e depende do mês-base utilizado. Para evitar distorções, o comparativo mais direto é entre dezembro de 2022 e agosto de 2026.
O QUE FAZ A DÍVIDA SUBIR?
A trajetória da dívida depende de diversos fatores, entre eles:
resultado primário das contas públicas;
juros pagos sobre a dívida;
emissão ou resgate de títulos;
crescimento nominal da economia;
comportamento do câmbio e da inflação.
Nos dados de julho, por exemplo, o Banco Central apontou que os juros nominais e as emissões líquidas contribuíram para a alta da dívida, enquanto o crescimento do PIB nominal atuou no sentido contrário.
O avanço do endividamento segue como um dos principais desafios fiscais do país e é acompanhado de perto por investidores, economistas e agências de classificação de risco.
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