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CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS COMEÇAM COM VICES DE FLÁVIO BOLSONARO E ROMEU ZEMA INDEFINIDOS

Dos cinco principais nomes da corrida presidencial, Lula, Ronaldo Caiado e Renan Santos já anunciaram seus companheiros de chapa; Flávio e Zema ainda negociam alianças antes da ofi

CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS COMEÇAM COM VICES DE FLÁVIO BOLSONARO E ROMEU ZEMA INDEFINIDOS
Candidatos a presidente 2026 - montagem Scarpa360

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

O calendário de convenções partidárias das Eleições de 2026 começou nesta segunda-feira (20) com parte das principais chapas presidenciais ainda incompleta. Entre os cinco nomes de maior destaque na disputa pelo Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) ainda não definiram seus candidatos a vice-presidente.

As convenções poderão ser realizadas até 5 de agosto. Nesse período, partidos e federações se reúnem para escolher oficialmente os candidatos, deliberar sobre coligações e aprovar as chapas que disputarão as eleições de outubro. Após essa etapa, as legendas terão até 15 de agosto para apresentar os pedidos de registro à Justiça Eleitoral.

Enquanto Flávio e Zema mantêm as negociações em aberto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) já anunciaram seus respectivos companheiros de chapa.

Lula pretende repetir a composição com o vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB. Caiado escolheu o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, formando uma chapa inteiramente composta por integrantes da mesma legenda. Renan Santos, por sua vez, anunciou o militar da reserva Aroldo Medina como candidato a vice.

Flávio Bolsonaro busca ampliar alianças

A indefinição na chapa de Flávio Bolsonaro está relacionada à tentativa de atrair novos partidos para sua candidatura. O senador tem afirmado publicamente que prefere escolher uma mulher para ocupar a vice-presidência.

Entre os nomes mencionados nas articulações estão a deputada federal Simone Marquetto, do Progressistas de São Paulo, e a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, filiada ao Republicanos.

Flávio conversou com Simone Marquetto e teria sinalizado interesse em tê-la na chapa. A composição, entretanto, dependeria de um eventual apoio do Progressistas à candidatura do senador.

O acordo enfrenta resistência dentro da federação União Progressista, formada por Progressistas e União Brasil. Integrantes da cúpula das duas legendas avaliam que a neutralidade na eleição presidencial pode ser o caminho mais provável, permitindo que os diretórios estaduais apoiem candidatos diferentes conforme as condições políticas de cada região.

Em busca de aproximação, Flávio participou da convenção estadual da federação em São Paulo. A presença foi interpretada por aliados como um gesto para convencer dirigentes do grupo a integrar sua campanha presidencial.

As conversas com o Republicanos também continuam, embora a legenda negue ter fechado qualquer acordo. Reportagens apontaram que um possível apoio poderia envolver o compromisso de Flávio disputar apenas um mandato, abrindo espaço para uma eventual candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em 2030.

Também foi divulgada a informação de que dirigentes do Republicanos teriam discutido a indicação do presidente do partido, Marcos Pereira, para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal. A sigla, porém, negou oficialmente tanto o acordo eleitoral quanto qualquer negociação envolvendo o STF.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que as conversas estão em andamento e declarou que o escolhido para a vice deverá reunir “carisma, prestígio e votos”.

Zema cita Michelle, mas recebe resposta negativa

Romeu Zema também iniciou o período de convenções sem um nome confirmado para a vice-presidência.

O ex-governador de Minas Gerais declarou publicamente que gostaria de contar com Michelle Bolsonaro na composição. A ex-primeira-dama, entretanto, descartou a possibilidade nas redes sociais e afirmou que a proposta não poderia sequer ser cogitada.

Antes da manifestação de Zema, o empresário Geraldo Rufino, filiado ao Podemos, aparecia como um dos principais cotados. A alternativa perdeu força depois que integrantes da legenda passaram a defender que Rufino dispute uma vaga no Senado por São Paulo.

Zema afirmou que a decisão será tomada em conjunto com a direção nacional do Novo e dependerá das alianças que ainda estão sendo negociadas durante o período das convenções.

A escolha do vice é considerada estratégica para o ex-governador, que busca ampliar sua presença fora de Minas Gerais e atrair o apoio de outras legendas para fortalecer sua candidatura nacional.

Etapa decisiva da corrida eleitoral

As convenções representam uma fase obrigatória para que os pré-candidatos sejam oficialmente escolhidos pelos partidos e possam solicitar o registro de suas candidaturas. Somente depois da aprovação partidária e da análise da Justiça Eleitoral os nomes poderão disputar formalmente o pleito.

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 será realizado em 4 de outubro. Caso nenhum candidato à Presidência alcance a maioria dos votos válidos, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

Com as chapas de Flávio Bolsonaro e Romeu Zema ainda abertas, as próximas semanas deverão ser marcadas por negociações intensas entre partidos, dirigentes e possíveis candidatos a vice. A definição poderá alterar o equilíbrio da disputa e indicar quais candidaturas conseguirão formar as alianças mais amplas para a corrida ao Palácio do Planalto.

20 de jul. de 2026 · Redação Scarpa360