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CURY DISPARA PARA 11%, LULA MANTÉM LIDERANÇA E FLÁVIO CAI EM NOVA PESQUISA BTG/NEXUS

Escritor avança nove pontos em uma semana e assume isoladamente o terceiro lugar; Lula registra 39%, Flávio Bolsonaro aparece com 33% e eventual segundo turno entre os dois segue e

CURY DISPARA PARA 11%, LULA MANTÉM LIDERANÇA E FLÁVIO CAI EM NOVA PESQUISA BTG/NEXUS

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

A corrida pela Presidência ganhou um novo elemento nesta segunda-feira (31). A 12ª rodada da pesquisa BTG/Nexus mostra Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda na liderança do primeiro turno, mas registra uma mudança expressiva logo atrás dos dois principais candidatos: Augusto Cury (Avante) saltou de 2% para 11% em apenas uma semana e assumiu isoladamente a terceira posição.

No principal cenário estimulado, em que os entrevistados recebem uma lista de candidatos, Lula aparece com 39% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro (PL). Cury vem em seguida com 11%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) registra 5%, Renan Santos (Missão), 3%, e Romeu Zema (Novo), 1%. Samara Martins (UP) também aparece com 1%. Brancos e nulos somam 3%, e outros 3% não souberam ou não responderam.

A comparação com a rodada anterior ajuda a dimensionar a movimentação. Lula passou de 41% para 39%, uma oscilação de dois pontos para baixo. Flávio Bolsonaro recuou de 37% para 33%, perda de quatro pontos. Já Cury teve o maior movimento da pesquisa, saindo de 2% para 11% — crescimento de nove pontos percentuais em sete dias.

O avanço do candidato do Avante ocorre depois de uma semana de exposição intensa dos presidenciáveis, marcada pelo primeiro debate televisionado, pelas entrevistas realizadas pela TV Globo após o Jornal Nacional e pelo início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. A rodada BTG/Nexus foi a primeira realizada após essa sequência de eventos.

Segundo análise da própria Nexus reproduzida pela Veja, parte do crescimento de Cury teria ocorrido diretamente sobre o eleitorado dos dois líderes. Aproximadamente quatro dos nove pontos conquistados pelo escritor teriam vindo de eleitores que anteriormente indicavam voto em Flávio Bolsonaro, enquanto outros dois pontos teriam origem entre eleitores de Lula. A pesquisa também identifica uma parcela do eleitorado buscando uma alternativa à polarização entre PT e bolsonarismo.

Esse movimento também aparece quando o eleitor responde espontaneamente, sem receber qualquer lista de candidatos. Nesse modelo, Lula tem 37%, Flávio Bolsonaro aparece com 30% e Augusto Cury já chega a 8%. Renan Santos e Ronaldo Caiado registram 2% cada, e Romeu Zema, 1%. Os indecisos representam 13%.

A subida de Cury não aparece apenas no levantamento BTG/Nexus. Pesquisa Atlas/Bloomberg, também divulgada nesta segunda-feira, mostrou Lula com 43,4%, Flávio Bolsonaro com 33,7% e Augusto Cury com 7,8%, praticamente empatado com Renan Santos, que registrou 7,6%. Como os institutos utilizam metodologias diferentes, os números não devem ser comparados diretamente, mas os dois levantamentos apontam aumento da competitividade do candidato do Avante.

Mesmo com a entrada de um terceiro candidato em dois dígitos no BTG/Nexus, Lula e Flávio continuam muito à frente dos demais e seguem como os principais nomes da disputa. O impacto de Cury, entretanto, pode ser estratégico: quanto maior o número de votos distribuídos entre candidaturas alternativas, mais difícil se torna para qualquer candidato alcançar a maioria absoluta dos votos válidos e encerrar a disputa no primeiro turno.

No cenário em que Pablo Marçal, atualmente inelegível, também é apresentado aos entrevistados, Lula aparece com 37%, Flávio Bolsonaro com 31% e Cury mantém 11%. Caiado sobe para 6%, Marçal marca 3%, Renan Santos também 3% e Zema tem 2%.

A pesquisa também reforça o grau de indefinição de um eventual segundo turno. Em uma disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista registra 46% contra 45% do candidato do PL. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Brancos e nulos representam 8%, e 1% não soube responder.

O equilíbrio não se limita a Flávio. Em uma simulação entre Lula e Ronaldo Caiado, o resultado também é de empate técnico: 45% para Lula e 44% para Caiado. Contra Romeu Zema, Lula aparece com 46% e o governador mineiro, 41%. Já diante de Renan Santos, o presidente marca 47% contra 38%.

Outro dado que chama atenção é a rejeição dos dois líderes. Flávio Bolsonaro aparece como o candidato com maior índice de rejeição, com 50%, seguido de Lula, com 49%. Os percentuais ajudam a explicar por que, apesar de ambos dominarem as intenções de voto, uma eventual segunda etapa permanece tão apertada.

O levantamento também avaliou o governo federal. Segundo a pesquisa, 51% desaprovam o trabalho de Lula e 46% aprovam. Na avaliação da administração, 46% classificam o governo como ruim ou péssimo, 18% como regular e 37% como ótimo ou bom.

A nova fotografia da eleição, portanto, mantém Lula e Flávio Bolsonaro na dianteira, mas adiciona uma variável que as campanhas terão de observar de perto. O salto de Augusto Cury para dois dígitos mostra que uma parcela relevante do eleitorado pode estar aberta a uma terceira opção, justamente no momento em que a campanha entra em uma fase de maior exposição na televisão e nas ruas.

A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.005 eleitores por telefone entre 28 e 30 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pelo BTG Pactual e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08900/2026.

31 de ago. de 2026 · Redação Scarpa360