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NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
DEEPFAKES DE FAMOSOS CIRCULAM COM MENSAGENS POLÍTICAS NAS ELEIÇÕES DE 2026
Vídeos manipulados por inteligência artificial circulam nas redes sociais com mensagens envolvendo Lula, Jair e Flávio Bolsonaro; TSE estabeleceu critérios específicos para identif

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
Vídeos criados ou manipulados com inteligência artificial estão usando a imagem e a voz de personalidades conhecidas para reproduzir declarações políticas que elas não fizeram, em meio à campanha presidencial de 2026.
Uma reportagem da Deutsche Welle, publicada nesta quinta-feira (24) e reproduzida por UOL e Terra, identificou conteúdos envolvendo nomes como Caetano Veloso e Neymar, além de outros casos envolvendo figuras públicas.
Vídeo atribui a Caetano uma fala que ele não fez
Em uma das gravações que circulam no TikTok, Caetano Veloso aparece aparentemente fazendo uma declaração favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a reportagem, porém, a assessoria do cantor confirmou que aquela fala específica é falsa. O vídeo teria utilizado uma imagem verdadeira de Caetano combinada com áudio produzido ou alterado com inteligência artificial para colocar na boca do artista palavras que ele não pronunciou.
Isso não significa que o apoio político de Caetano a Lula seja falso. O artista participou neste ano de mobilizações públicas favoráveis à candidatura do presidente e fez manifestações reais de apoio. O que foi manipulado foi a declaração presente naquele vídeo específico.
Neymar também aparece em vídeo manipulado
Outro conteúdo analisado utiliza a imagem de Neymar. No vídeo, o jogador parece comentar a situação de Jair Bolsonaro, criticar Lula e o ministro Alexandre de Moraes e fazer declarações políticas que, segundo a reportagem, foram artificialmente atribuídas ao atleta.
A Deutsche Welle destaca que Neymar declarou apoio a Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. Em 2026, entretanto, o episódio político citado pela reportagem envolvendo o jogador foi o fato de ter autografado uma camisa da Seleção Brasileira para o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. A fala apresentada no vídeo manipulado não corresponde a uma declaração confirmada do jogador.
A mistura entre fatos verdadeiros e declarações inventadas pode dificultar a identificação desses conteúdos por usuários das redes sociais.
Até jornalistas aparecem em falsificações
A reportagem também identificou um vídeo criado com a imagem do jornalista César Tralli. Um dos sinais de manipulação é que a versão artificial chega a se apresentar incorretamente como “Celso Tralli”.
Falhas na sincronia entre boca e áudio, entonações pouco naturais, vozes excessivamente uniformes e comportamentos incompatíveis com a pessoa retratada podem servir como indícios de manipulação, embora tecnologias mais recentes estejam tornando essas falsificações progressivamente mais realistas.
TSE definiu critérios para deepfake
No início de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral definiu os critérios que serão utilizados para caracterizar um deepfake durante as Eleições 2026.
Segundo a Corte, o conteúdo precisa ser produzido ou manipulado por inteligência artificial ou tecnologia equivalente, apresentar grau de realismo ou verossimilhança e criar, reproduzir ou alterar imagem, voz ou manifestação de uma pessoa. A proibição eleitoral específica ocorre quando esse material é caracterizado como propaganda eleitoral.
As normas também determinam que o uso de conteúdo sintético em propaganda eleitoral deve ser informado ao público de maneira explícita e destacada. Além disso, a regulamentação proíbe deepfakes utilizados em propaganda para favorecer ou prejudicar candidaturas nas situações previstas pela resolução.
Para 2026, o TSE acrescentou ainda uma restrição especial: entre 72 horas antes da votação e 24 horas após o encerramento do pleito, não podem ser publicados novos conteúdos sintéticos feitos com IA que utilizem a imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas, mesmo que estejam devidamente identificados como artificiais.
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 está marcado para 4 de outubro.
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