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NO SCARPA360EUA AVALIAM USAR “MÃE DE TODAS AS BOMBAS” CONTRA INSTALAÇÕES NUCLEARES DO IRÃ
Os Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de utilizar a GBU-43/B, uma das armas convencionais mais poderosas já desenvolvidas, em eventuais novos ataques contra o Irã.

Os Estados Unidos estão avaliando a possibilidade de utilizar a GBU-43/B, uma das armas convencionais mais poderosas já desenvolvidas, em eventuais novos ataques contra o Irã. Conhecida como "mãe de todas as bombas", a arma integra opções militares preparadas para atingir instalações nucleares e estruturas de produção e distribuição de energia do país.
A informação foi divulgada na quinta-feira (15), com base em relatos de autoridades americanas familiarizadas com os planos do Pentágono.
A eventual operação dependeria de uma decisão do presidente Donald Trump, que ainda não autorizou publicamente o emprego do armamento.
A discussão ocorre em meio ao impasse diplomático e militar no Oriente Médio, após meses de confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
O QUE É A “MÃE DE TODAS AS BOMBAS”?
A GBU-43/B Massive Ordnance Air Blast, conhecida pela sigla MOAB, é considerada a maior bomba não nuclear do arsenal militar americano.
Com aproximadamente 9,8 metros de comprimento e peso de cerca de 9,8 toneladas, o armamento foi desenvolvido para provocar uma explosão de grande intensidade em uma área extensa.
Sua carga explosiva produz uma poderosa onda de choque, capaz de atingir estruturas, equipamentos e outros alvos em uma ampla superfície.
Apesar de seu enorme poder destrutivo, a MOAB não utiliza material nuclear e não provoca os mesmos efeitos radioativos associados às armas atômicas.
O armamento foi utilizado em combate pela primeira vez em abril de 2017, durante uma operação americana contra posições do Estado Islâmico no Afeganistão.
Na ocasião, a bomba foi lançada contra uma região montanhosa onde integrantes do grupo extremista utilizavam túneis e instalações subterrâneas.
INSTALAÇÕES NUCLEARES ESTÃO ENTRE OS POSSÍVEIS ALVOS
Os planos militares em estudo incluem instalações relacionadas ao programa nuclear iraniano e infraestruturas energéticas consideradas estratégicas.
Um dos locais mencionados nas discussões é uma instalação subterrânea conhecida como Pickaxe Mountain, próxima à região de Natanz, onde há estruturas associadas às atividades nucleares do Irã.
A suspeita de que parte dessas instalações esteja protegida por grandes profundidades de rocha representa um desafio para os planejadores militares americanos.
Embora a MOAB tenha enorme capacidade de destruição na superfície, especialistas questionam sua eficácia contra estruturas profundamente enterradas.
Isso acontece porque o armamento foi projetado principalmente para produzir uma explosão de grande alcance, e não para atravessar camadas espessas de rocha e concreto antes de detonar.
Outras armas americanas, como a GBU-57, foram desenvolvidas especificamente para atingir instalações subterrâneas fortificadas.
TRUMP AINDA NÃO AUTORIZOU O ATAQUE
A elaboração de alternativas militares não significa necessariamente que uma operação será executada.
As Forças Armadas americanas costumam preparar diferentes cenários para apresentar ao presidente, incluindo opções de intensidade variada.
No caso do Irã, a utilização da MOAB representaria uma escalada importante por envolver uma arma de grande poder destrutivo contra alvos estratégicos.
Até o momento, não há confirmação de uma ordem presidencial para a operação.
A Casa Branca também não divulgou um cronograma de possíveis ataques com esse armamento.
GUERRA NO ORIENTE MÉDIO AUMENTA PRESSÃO SOBRE WASHINGTON
A possibilidade de utilização da bomba surge em um momento delicado para o governo de Donald Trump.
O conflito envolvendo Estados Unidos e Irã, iniciado em fevereiro de 2026, provocou instabilidade regional e ampliou as preocupações com o abastecimento internacional de petróleo.
As tensões também afetaram a economia americana, especialmente os preços dos combustíveis.
Com a aproximação das eleições legislativas de novembro, Trump enfrenta pressões políticas relacionadas à continuidade da guerra e à necessidade de apresentar uma solução para o impasse.
O governo americano sustenta que suas ações buscam impedir o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã. Teerã, por sua vez, nega que seu programa nuclear tenha finalidade militar.
POSSÍVEL ATAQUE PODE AGRAVAR CONFLITO
Especialistas em segurança internacional alertam que a utilização de uma arma com o poder destrutivo da MOAB poderia ampliar a tensão entre Washington e Teerã.
Além do risco de danos à infraestrutura e de vítimas civis, uma ofensiva contra instalações energéticas poderia afetar a produção e o transporte de petróleo na região.
Outro ponto de preocupação é a possibilidade de retaliações iranianas contra bases militares americanas e instalações estratégicas de países aliados.
A eficácia militar também está sendo discutida internamente, uma vez que uma explosão de grande magnitude não garante a destruição de instalações nucleares localizadas em profundidades elevadas.
Por enquanto, o uso da "mãe de todas as bombas" permanece entre as opções avaliadas pelos militares americanos, sem confirmação de uma decisão definitiva do presidente Donald Trump.
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