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EUA PODEM EXECUTAR TRÊS CONDENADOS NO MESMO DIA PELA PRIMEIRA VEZ EM QUASE 16 ANOS
Tennessee, Alabama e Oklahoma têm execuções previstas para esta quinta-feira (13), em meio a uma retomada da pena de morte em parte dos Estados Unidos

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
Os Estados Unidos podem registrar, nesta quinta-feira (13), um episódio raro na aplicação da pena de morte: três condenados têm execuções programadas para o mesmo dia, nos estados do Tennessee, Alabama e Oklahoma. Caso todas sejam realizadas, será a primeira vez desde 2010 que três execuções ocorrerão na mesma data no país.
Os presos são Anthony Darrell Hines, de 66 anos, no Tennessee; Jeremy Williams, de 42, no Alabama; e Carlos Cuesta-Rodriguez, de 70, em Oklahoma. Todos foram condenados por homicídios em processos distintos e têm execução prevista por injeção letal.
Hines foi condenado pela morte de uma funcionária de motel em 1985. Seu caso chama atenção porque o Tennessee enfrentou, há cerca de três meses, uma tentativa fracassada de execução de outro preso após dificuldades para estabelecer o acesso intravenoso necessário. A defesa de Hines alegou que problemas de saúde poderiam aumentar os riscos do procedimento, mas os pedidos para suspender a execução não prosperaram até agora.
No Alabama, Jeremy Williams foi condenado pelo estupro e assassinato de uma menina de 5 anos, crime cometido em 2021. Ele abriu mão de recursos e pediu que sua sentença fosse executada.
Em Oklahoma, Carlos Cuesta-Rodriguez foi condenado pela morte da companheira em 2003. Ele também decidiu não pedir clemência. Advogados já haviam citado problemas de saúde mental e danos cerebrais, mas o próprio condenado rejeitou iniciativas para tentar reduzir a pena.
EXECUÇÕES VOLTARAM A CRESCER NOS EUA

Maca na câmara de execução da Penitenciária Estadual de Oklahoma. — Foto: Sue Ogrocki / AP
O episódio ocorre em um momento de aumento da aplicação da pena capital em alguns estados americanos.
Em 2025, 47 pessoas foram executadas em 11 estados, maior número registrado desde 2009. A Flórida sozinha realizou 19 execuções naquele ano. Até antes das três previstas para esta quinta-feira, 19 execuções já haviam sido realizadas em 2026.
O governo de Donald Trump também adotou uma política mais favorável à pena de morte no âmbito federal. Em abril, o Departamento de Justiça anunciou medidas para ampliar os métodos disponíveis para execuções federais, incluindo pelotão de fuzilamento, eletrocussão e asfixia por gás, além da injeção letal.
Apesar do aumento recente das execuções, o apoio popular à pena capital vem recuando no longo prazo. Pesquisa Gallup realizada em 2025 apontou que 52% dos americanos apoiavam a pena de morte para pessoas condenadas por assassinato, o menor patamar em mais de cinco décadas.
As três execuções ainda podem sofrer alterações por decisões judiciais de última hora ou intervenções dos governos estaduais.
Independentemente do desfecho, a coincidência de três sentenças marcadas para o mesmo dia volta a colocar no centro do debate americano a pena de morte, seus métodos de aplicação e os limites do sistema judicial.
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