Mais notícias
NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
FÁBIO FARIA DISSE A VORCARO QUE ALCOLUMBRE ESTAVA “LOUCO” PARA SABER SE “SUÍÇAS” IRIAM A ENCONTRO
Conversas obtidas pela Polícia Federal e reveladas pela imprensa mostram o ex-ministro articulando encontros do banqueiro Daniel Vorcaro com nomes da política; mensagens, por si só

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
Mensagens atribuídas ao ex-ministro das Comunicações Fábio Faria e ao banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, revelam conversas sobre a organização de encontros que envolveriam nomes importantes da política brasileira, entre eles Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco e Arthur Lira.
O conteúdo das conversas foi obtido pela Polícia Federal durante as investigações relacionadas a Vorcaro e posteriormente revelado pela imprensa.
Em um dos diálogos divulgados, Fábio Faria comenta com Vorcaro sobre a possibilidade de participação de Davi Alcolumbre em um encontro e escreve:
“Davi tá louco perguntando se as suíças vão ir”.
Na sequência da conversa, também é mencionada a possibilidade de convidar o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira. Segundo as mensagens divulgadas, Faria teria afirmado que Lira não poderia participar do mesmo encontro que o então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
“Vou chamar o Arthur Lira, mas não pode ser junto com Pacheco”, diz uma das mensagens atribuídas ao ex-ministro.
O contexto completo sobre quem seriam as chamadas “suíças” não aparece integralmente esclarecido nas mensagens divulgadas. Reportagens que analisaram o material afirmam que a expressão seria uma referência a mulheres estrangeiras que participariam do encontro.

Alcolumbre e Pacheco são mencionados nas conversas
Em outro momento do diálogo, Fábio Faria teria informado a Vorcaro que havia convidado políticos e autoridades para encontros.
As mensagens citam nomes como Davi Alcolumbre, Rodrigo Pacheco e o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.
Posteriormente, quando Vorcaro pergunta quem estaria confirmado, Faria responde mencionando Alcolumbre e Pacheco.
A existência dessas mensagens, entretanto, não comprova que todos os políticos citados tenham efetivamente participado dos encontros, tampouco demonstra, por si só, qualquer envolvimento deles em irregularidades.
Também não está claro, a partir apenas dos trechos divulgados, onde todos esses encontros teriam ocorrido ou quem efetivamente esteve presente.
Pacheco nega participação
Após a divulgação do conteúdo, Rodrigo Pacheco negou ter participado de reunião com Daniel Vorcaro no episódio mencionado.
Segundo informações publicadas pela imprensa, Pacheco afirmou que, na data indicada pelas mensagens, estava em Brasília presidindo uma sessão do Senado Federal.
A versão é relevante porque as mensagens mostram Fábio Faria mencionando o nome do então presidente do Senado, mas não constituem prova de que o encontro tenha efetivamente acontecido com sua presença.

Relação de Fábio Faria com Vorcaro
As conversas fazem parte de um conjunto mais amplo de mensagens atribuídas a Fábio Faria e Daniel Vorcaro.
As reportagens sobre o material apontam que o ex-ministro teria atuado como uma espécie de interlocutor de Vorcaro com empresários, políticos e outras autoridades.
Fábio Faria foi ministro das Comunicações entre 2020 e 2022, durante o governo de Jair Bolsonaro, e posteriormente passou a atuar no setor privado.
A divulgação das mensagens aumentou a repercussão política das investigações envolvendo o Banco Master e as relações mantidas por Vorcaro com integrantes do meio empresarial e político.
Menção não significa envolvimento em crime
É importante destacar que ser citado em uma mensagem, receber um convite ou eventualmente participar de um encontro não configura, por si só, qualquer irregularidade.
As mensagens precisam ser analisadas dentro do conjunto de provas e do contexto das investigações conduzidas pelas autoridades.
Até que existam conclusões oficiais sobre eventuais responsabilidades individuais, as referências a políticos e autoridades devem ser tratadas como parte do conteúdo das conversas atribuídas a Faria e Vorcaro, e não como comprovação de participação em crimes.
O caso continua repercutindo em Brasília à medida que novos trechos das mensagens e documentos relacionados às investigações se tornam públicos.
Carregando resultado da apuração das urnas…