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FIM DO MORUMBIS? SÃO PAULO ENCERRA NEGOCIAÇÕES COM MONDELEZ E PODE MUDAR NOME DO ESTÁDIO

O Estádio do Morumbi poderá passar por mais uma mudança de nome a partir de 2027. O São Paulo encerrou as negociações com a Mondelez, empresa responsável pela marca de chocolates B

FIM DO MORUMBIS? SÃO PAULO ENCERRA NEGOCIAÇÕES COM MONDELEZ E PODE MUDAR NOME DO ESTÁDIO

O Estádio do Morumbi poderá passar por mais uma mudança de nome a partir de 2027. O São Paulo encerrou as negociações com a Mondelez, empresa responsável pela marca de chocolates Bis, para renovar o contrato de naming rights que transformou o tradicional estádio em Morumbis.

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (14) e representa uma mudança importante no planejamento comercial do clube paulista, que agora enfrenta o desafio de encontrar uma nova empresa interessada em adquirir os direitos de nomeação da arena.

O contrato com a Mondelez permanece em vigor até dezembro de 2026. Até lá, o estádio continuará utilizando a denominação comercial Morumbis.

CONTRATO GARANTE R$ 75 MILHÕES AO SÃO PAULO

A parceria entre São Paulo e Mondelez foi anunciada no fim de 2023, com validade de três anos e valor total estimado em R$ 75 milhões.

Pelo acordo, o clube passou a receber aproximadamente R$ 25 milhões por temporada para associar o nome do estádio à marca Bis.

A estratégia consistiu em acrescentar a letra "s" à denominação tradicional Morumbi, criando o nome Morumbis.

O acordo foi considerado um dos principais contratos comerciais firmados pelo clube nos últimos anos, proporcionando uma importante fonte de receita fora das quatro linhas.

POR QUE A RENOVAÇÃO NÃO AVANÇOU?

As conversas para estender a parceria enfrentaram dificuldades ao longo de 2025 e 2026.

Entre os fatores apontados estão as mudanças no cenário econômico da indústria de chocolates, especialmente a valorização do cacau, que pressionou os custos das empresas do setor.

Outro obstáculo foi a crescente concorrência por espaços publicitários no futebol brasileiro, especialmente com o avanço das empresas de apostas esportivas.

A crise política e administrativa enfrentada pelo São Paulo também contribuiu para um ambiente de incerteza nas negociações comerciais.

Apesar das tentativas de aproximação, as tratativas não chegaram a um acordo para prolongar o vínculo.

BYD CHEGOU A SER COTADA PARA BATIZAR O ESTÁDIO

O São Paulo já iniciou contatos com possíveis substitutas para a Mondelez.

Uma das empresas que demonstraram interesse foi a montadora chinesa BYD, que chegou a discutir um contrato envolvendo os direitos de nomeação do estádio.

Em maio, informações de bastidores apontaram que o clube buscava um acordo de aproximadamente R$ 600 milhões por dez anos, equivalente a R$ 60 milhões por temporada.

A negociação poderia resultar na adoção do nome comercial "MorumBYD", mantendo a referência ao estádio e incorporando a marca da fabricante de veículos.

Entretanto, as conversas não avançaram até a formalização de um contrato.

Outras instituições, incluindo XP, Banco Inter e Santander, também apareceram entre as empresas consultadas pelo clube.

Até o momento, nenhuma delas foi anunciada como nova patrocinadora.

ESTÁDIO PODE VOLTAR A SE CHAMAR MORUMBI

Caso o São Paulo não consiga concluir um novo acordo até o fim de dezembro, o estádio poderá voltar a utilizar comercialmente seu nome tradicional, Morumbi.

A mudança não representaria a venda do estádio nem uma alteração em sua propriedade. O que está em discussão é exclusivamente o direito de uma empresa associar sua marca ao nome da arena.

O modelo de naming rights é utilizado por clubes brasileiros como forma de ampliar as receitas comerciais e financiar suas operações.

DECISÃO PODE FICAR PARA A PRÓXIMA GESTÃO

A definição sobre o futuro nome do estádio poderá ocorrer somente após as eleições presidenciais do São Paulo, previstas para dezembro.

A expectativa é que a próxima administração participe diretamente das negociações com potenciais patrocinadores.

Enquanto isso, o clube continua buscando alternativas no mercado para evitar a perda de uma receita anual que atualmente gira em torno de R$ 25 milhões.

O São Paulo ainda não anunciou oficialmente uma nova empresa para assumir os direitos de nomeação do estádio a partir de 2027.