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NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
GASOLINA PODE PASSAR A TER 35% DE ETANOL; GOVERNO PREPARA TESTES PARA MEDIR IMPACTO NOS MOTORES
Mistura E35 será submetida a avaliações de consumo, emissões e durabilidade antes de eventual liberação; legislação brasileira já permite teor de até 35%, desde que a viabilidade t

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
Pouco tempo depois de a gasolina brasileira passar a utilizar 32% de etanol anidro, o governo federal prepara uma nova etapa de estudos que poderá elevar esse percentual para 35%. A nova composição, conhecida como E35, ainda não está autorizada para comercialização e terá de passar por uma série de testes antes de qualquer decisão definitiva.
Atualmente, a gasolina C comum e a comum aditivada vendidas no Brasil utilizam 32% de etanol anidro, percentual adotado temporariamente desde 1º de agosto de 2026. A medida substituiu o E30 e foi estabelecida inicialmente por 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. A gasolina premium continua com percentual diferente, de 25%.
A Lei do Combustível do Futuro, aprovada em 2024, permite que a quantidade de etanol anidro misturada à gasolina chegue a até 35%, mas condiciona qualquer aumento à comprovação de segurança e viabilidade técnica. Por isso, o E35 não poderá simplesmente chegar aos postos sem estudos prévios.
O QUE SERÁ TESTADO NO E35
Segundo o Ministério de Minas e Energia, o governo trabalha em um plano específico para avaliar a nova mistura. Os ensaios deverão observar pontos como consumo de combustível, emissões, funcionamento dos veículos e, principalmente, durabilidade de motores e componentes após uso prolongado.
Essa última etapa ganhou atenção porque determinados efeitos não aparecem em testes de curta duração. O objetivo é verificar como uma concentração maior de etanol pode se comportar ao longo do tempo em diferentes tipos de veículos, incluindo modelos flex e automóveis exclusivamente a gasolina.
O Ministério de Minas e Energia já havia informado em março que estava estruturando a base técnica e regulatória necessária para uma eventual adoção do E35. Paralelamente, a ANP participa de um projeto de pesquisa sobre misturas mais elevadas de biocombustíveis, com estudos previstos até o fim de 2027. A própria agência ressalta que esse projeto, isoladamente, não significa aprovação automática da mistura.
CARRO VAI CONSUMIR MAIS?
Esse é um dos pontos que os testes deverão esclarecer. O etanol possui características energéticas diferentes das da gasolina e, por isso, alterações na proporção podem interferir no consumo final do veículo.
Especialistas ouvidos pelo UOL apontam que veículos flex modernos possuem maior capacidade de adaptação às diferentes proporções dos combustíveis. Já modelos exclusivamente a gasolina, principalmente alguns veículos mais antigos ou importados, demandam atenção adicional nos testes de compatibilidade e durabilidade.
Nos testes realizados para a implementação do E32, o governo informou não ter identificado impactos relevantes no funcionamento dos veículos avaliados, inclusive nos modelos não flex. Foram analisados desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo e emissões.
O salto para 35%, entretanto, exigirá novas análises, especialmente para verificar consequências de longo prazo.
POR QUE O GOVERNO QUER AUMENTAR O ETANOL?
Segundo o Ministério de Minas e Energia, uma participação maior do etanol produzido no Brasil pode reduzir a necessidade de gasolina fóssil e diminuir a dependência de importações, além de ampliar o uso de biocombustíveis na matriz energética nacional.
Ao aprovar temporariamente o E32, o CNPE estimou que a mudança poderia reduzir em cerca de 900 milhões de litros por ano a necessidade de importação de gasolina.
A eventual adoção do E35 seguiria essa mesma estratégia, mas dependerá dos resultados técnicos.
E35 AINDA NÃO ESTÁ LIBERADO
O ponto principal para o motorista é que nada muda imediatamente na bomba. A gasolina comercializada atualmente continua seguindo as regras do E32.
No início de setembro, o secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Cabral, afirmou que o plano de testes do E35 seria submetido ao comitê técnico do CNPE e que a publicação da portaria estava prevista para 18 de setembro. Até a última consulta às páginas oficiais do MME nesta sexta-feira (18), não localizamos a publicação definitiva da portaria.
Somente depois dos estudos e de uma eventual aprovação do Conselho Nacional de Política Energética poderá haver uma decisão sobre elevar oficialmente o percentual de etanol na gasolina para 35%.
Carregando resultado da apuração das urnas…