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GESTO DE SOPHIE CUNNINGHAM VIRALIZA E JOGADORA VIRA SÍMBOLO DE CAMPANHA CONTRA ATLETAS TRANS NO ESPORTE FEMININO
A repercussão aumentou depois que Cunningham declarou, em entrevista à ESPN, que meninas e mulheres não deveriam competir contra pessoas que ela definiu como “homens biológicos”.

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
A jogadora Sophie Cunningham, do Indiana Fever, tornou-se um dos principais rostos do debate sobre a participação de atletas trans em categorias femininas nos Estados Unidos depois que um gesto feito durante uma partida da WNBA viralizou nas redes sociais e passou a ser associado por grupos conservadores à defesa do esporte feminino.
Nas imagens, Cunningham aparece apontando o dedo em direção a outra jogadora durante uma discussão em quadra. O gesto, porém, não foi feito contra uma atleta trans. A jogadora apontada era DeWanna Bonner, em um episódio esportivo ocorrido durante uma partida. Posteriormente, o vídeo foi reutilizado em montagens e publicações que relacionaram a cena às opiniões de Cunningham sobre atletas trans, criando a impressão de que ela teria confrontado diretamente uma jogadora trans, o que não corresponde ao contexto original.
A repercussão aumentou depois que Cunningham declarou, em entrevista à ESPN, que meninas e mulheres não deveriam competir contra pessoas que ela definiu como “homens biológicos”. A atleta afirmou que pretende proteger as categorias femininas e os vestiários, mas negou sentir ódio por pessoas trans. Segundo ela, sua posição estaria ligada à segurança e à justiça competitiva no esporte.
As declarações transformaram a jogadora em símbolo de grupos que defendem restrições à participação de mulheres trans em competições femininas. Fora de uma partida contra o Seattle Storm, apoiadores organizaram uma manifestação em defesa de Cunningham e da pauta conhecida como “Save Women’s Sports”. O ato também reuniu pessoas contrárias à campanha, que defenderam a inclusão de atletas trans e acusaram os organizadores de promover exclusão e discriminação.
O apoio à jogadora ultrapassou o ambiente esportivo. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente Donald Trump concordava com a posição de Cunningham e elogiou a atleta por defender as categorias femininas. Nas redes, ela passou a ser chamada por alguns apoiadores de “MAGA Barbie”, referência ao movimento político ligado a Trump. Cunningham, no entanto, declarou considerar-se politicamente de centro.
A manifestação também provocou críticas dentro da própria WNBA. Brianna Turner, ex-companheira de Cunningham, afirmou que a liga teve apenas uma atleta publicamente trans ou não binária em sua história recente e questionou o destaque dado ao tema. Turner defendeu que problemas como assédio, misoginia e segurança das jogadoras deveriam receber maior atenção.
A atleta citada nesse contexto é Layshia Clarendon, ex-jogadora da WNBA que se identifica como trans e não binária e encerrou a carreira em 2024. Não há registro de que Cunningham tenha apontado para Clarendon ou para qualquer outra atleta trans durante o gesto que viralizou.
O episódio mostra como uma cena originalmente ligada a uma discussão esportiva foi incorporada a uma disputa política e cultural mais ampla. O gesto de Cunningham tornou-se um símbolo utilizado por grupos contrários à presença de atletas trans em categorias femininas, enquanto seus críticos afirmam que a campanha amplia a hostilidade contra pessoas trans e simplifica uma questão que envolve regras diferentes em cada modalidade.
Cunningham mantém sua posição e afirma que continuará defendendo a separação das categorias femininas com base no sexo biológico. Ao mesmo tempo, organizações e atletas favoráveis à inclusão defendem que as regras sejam estabelecidas com critérios científicos, esportivos e jurídicos, sem transformar pessoas trans em alvo de ataques.
Na sua opinião, as categorias femininas devem ser definidas pelo sexo biológico ou incluir atletas de acordo com a identidade de gênero?
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