Mais notícias
NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
GOLPES COM IA JÁ IMITAM VOZ, ROSTO E VÍDEO: VEJA COMO SE PROTEGER
Criminosos estão usando inteligência artificial para criar áudios, imagens e vídeos falsos cada vez mais convincentes. A tecnologia, conhecida como deepfake, pode simular familiare

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
Os golpes digitais entraram em uma nova fase. Com o avanço da inteligência artificial, criminosos já conseguem criar áudios, imagens e vídeos falsos capazes de imitar a voz, o rosto e até expressões de uma pessoa real. A tecnologia, conhecida como deepfake, tem sido usada para enganar vítimas em fraudes que envolvem pedidos de dinheiro, falsas promoções, anúncios manipulados, perfis falsos e até simulações de autoridades.
Na prática, o golpe funciona porque a IA torna a mentira mais convincente. Antes, muitos criminosos dependiam apenas de mensagens mal escritas, links suspeitos ou perfis falsos. Agora, eles podem usar uma voz parecida com a de um familiar, um vídeo com aparência de uma celebridade ou uma imagem manipulada de uma pessoa conhecida para dar aparência de verdade à fraude.
Um dos golpes que mais preocupa especialistas é o da clonagem de voz. Com poucos segundos de áudio disponíveis em redes sociais, vídeos antigos, mensagens de voz ou entrevistas, ferramentas de inteligência artificial podem reproduzir uma fala semelhante à de uma pessoa real. O criminoso, então, usa esse áudio para fingir ser um filho, neto, amigo, chefe ou parente em situação de emergência.
O roteiro costuma ser emocional e urgente. A vítima recebe uma ligação ou mensagem dizendo que alguém sofreu um acidente, teve o celular roubado, está em perigo ou precisa fazer um pagamento imediato. A pressão psicológica é parte central do golpe: quanto menos tempo a pessoa tiver para pensar, maior a chance de transferir dinheiro sem confirmar a história.
Além da voz, os criminosos também usam vídeos falsos. Em alguns casos, imagens de apresentadores, influenciadores, artistas ou autoridades são manipuladas para anunciar promoções, indenizações, investimentos, sorteios ou benefícios inexistentes. O vídeo pode parecer real, mas o objetivo é levar a vítima a clicar em um link, preencher dados pessoais, pagar uma taxa ou transferir dinheiro via Pix.
Outro risco está nas chamadas de vídeo falsas. Com tecnologias cada vez mais acessíveis, golpistas podem tentar simular uma pessoa em tempo real ou usar vídeos editados para convencer a vítima de que está falando com alguém conhecido. Embora nem todo golpe tenha alto grau de sofisticação, o avanço dessas ferramentas aumenta a dificuldade de identificar fraudes apenas pela aparência.
Empresas também se tornaram alvo. Um criminoso pode se passar por diretor, gerente ou fornecedor e solicitar uma transferência urgente, alteração de dados bancários ou envio de documentos sigilosos. Em ambientes corporativos, o golpe ganha força quando combina e-mails bem escritos, voz clonada, pressão por urgência e informações reais retiradas de redes sociais profissionais.
Especialistas em segurança digital alertam que a principal defesa continua sendo a verificação. Mesmo que a voz pareça familiar ou o vídeo pareça verdadeiro, a recomendação é interromper o contato e confirmar a informação por outro canal. Se a pessoa diz ser um familiar, ligue para o número antigo dela. Se o pedido vem de uma empresa, entre no site oficial ou no aplicativo. Se envolve banco, procure apenas os canais oficiais da instituição.
Também é importante desconfiar de qualquer pedido de Pix com urgência, principalmente quando envolve segredo, pressão emocional ou ameaça. Frases como “não conta para ninguém”, “preciso agora”, “meu celular quebrou”, “troquei de número” ou “faz esse pagamento para mim” devem acender o alerta.
Outro cuidado é reduzir a exposição de dados nas redes sociais. Fotos, vídeos, áudios, nomes de familiares, rotina, local de trabalho e informações pessoais podem ser usados por criminosos para criar golpes mais personalizados. Quanto mais dados públicos uma pessoa deixa disponíveis, mais material o golpista tem para tornar a fraude convincente.
No caso de perfis de empresas, influenciadores ou páginas de notícias, o cuidado deve ser ainda maior. Criminosos podem copiar identidade visual, logotipo, fotos e vídeos para criar anúncios falsos. Por isso, seguidores devem desconfiar de páginas recém-criadas, links encurtados, ofertas exageradas e promessas de dinheiro fácil.
Para se proteger, a orientação é adotar uma regra simples: recebeu pedido de dinheiro, dados ou código por mensagem, ligação ou vídeo? Pare, desconfie e confirme. A pressa é uma das principais armas dos golpistas.
Também é recomendável ativar a verificação em duas etapas no WhatsApp, Instagram, Facebook, e-mail e aplicativos bancários. Essa camada extra de segurança dificulta invasões e reduz o risco de criminosos assumirem o controle de uma conta para aplicar golpes em contatos próximos.
Caso caia em um golpe, a vítima deve procurar o banco imediatamente, registrar boletim de ocorrência e reunir provas, como prints, números de telefone, comprovantes de transferência, links, perfis envolvidos e conversas. Quanto mais rápido o golpe for comunicado, maiores são as chances de bloqueio ou rastreamento dos valores.
A inteligência artificial trouxe avanços importantes para comunicação, saúde, educação, negócios e criatividade. Mas, nas mãos de criminosos, também se tornou uma ferramenta poderosa para manipular confiança. Por isso, a segurança digital passa a depender não apenas de tecnologia, mas de comportamento: desconfiar, verificar e nunca agir sob pressão.
O alerta é claro: se antes era preciso desconfiar de mensagens suspeitas, agora também é preciso desconfiar de áudios, rostos e vídeos que parecem reais. Na era da inteligência artificial, ver e ouvir já não são garantias absolutas de verdade.
COMO SE PROTEGER DOS GOLPES COM IA
Desconfie de pedidos urgentes de dinheiro, mesmo que a voz pareça conhecida.
Confirme a história por outro número ou canal oficial.
Não clique em links enviados por mensagens suspeitas.
Não informe senhas, códigos de verificação ou dados bancários.
Ative a verificação em duas etapas nas redes sociais e aplicativos.
Evite expor muitos áudios, vídeos e informações pessoais publicamente.
Desconfie de promoções, indenizações e investimentos milagrosos.
Em caso de golpe, avise o banco, registre boletim de ocorrência e guarde todas as provas.
Acompanhe tudo em primeira mão: siga o @scarpa.360 no Instagram e fique por dentro das principais notícias do momento.
Carregando resultado da apuração das urnas…