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GOVERNO LULA NEGA VISTOS A ENVIADOS DE TRUMP QUE DISCUTIRIAM ELEIÇÕES NO BRASIL
O governo brasileiro negou, nesta sexta-feira (26), os pedidos de visto de dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que planejavam viajar a Brasília para trata

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
O governo brasileiro negou, nesta sexta-feira (26), os pedidos de visto de dois integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos que planejavam viajar a Brasília para tratar do sistema eleitoral brasileiro. A decisão amplia a tensão diplomática entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.
Os enviados eram Riley M. Barnes e Samuel Samson, integrantes da administração norte-americana. Segundo informações publicadas pelo Washington Post e confirmadas à Reuters por autoridades brasileiras, a delegação pretendia se reunir com autoridades eleitorais e levantar questionamentos sobre a segurança e a confiabilidade das eleições brasileiras antes da votação de outubro.
Na avaliação de integrantes do governo brasileiro, havia o risco de que a visita fosse utilizada para espalhar desinformação sobre as urnas eletrônicas e interferir no debate político nacional. O Departamento de Estado dos Estados Unidos não havia se manifestado sobre a negativa até a publicação das informações.
A viagem também teria relação com declarações recentes do senador Flávio Bolsonaro sobre o processo eleitoral. Em evento com representantes estrangeiros, ele mencionou documentos norte-americanos sobre supostas fraudes na Venezuela e associou o sistema brasileiro à empresa Smartmatic.
O Tribunal Superior Eleitoral rebateu a afirmação. Segundo o órgão, a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem softwares usados nas eleições brasileiras. O projeto das urnas e do sistema de votação é desenvolvido e administrado integralmente pela Justiça Eleitoral.
Representantes da Embaixada dos Estados Unidos também teriam indicado interesse dos enviados em um encontro com Flávio Bolsonaro. A reunião, porém, não estaria incluída na documentação oficial apresentada ao governo brasileiro, segundo o relato divulgado sobre o episódio.
A negativa ocorre em meio ao aumento dos atritos entre Brasília e Washington. O governo Lula avalia que as críticas ao Judiciário, os questionamentos sobre as urnas e outras medidas adotadas por aliados de Trump fazem parte de uma pressão política mais ampla sobre o Brasil.
Para o Planalto, a principal preocupação não está na segurança do sistema de votação, mas no uso de campanhas de desinformação e ações coordenadas para influenciar a opinião dos eleitores durante a disputa presidencial.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos não apresentou publicamente provas de irregularidades no sistema eleitoral brasileiro.
Carregando resultado da apuração das urnas…