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GRUPO PLANEJAVA EXPLODIR PALÁCIO DO PLANALTO E ATACAR DEBATE DO 2º TURNO, DIZ INVESTIGAÇÃO

Polícia identificou grupos com centenas de integrantes, compartilhamento de mapas de prédios públicos e instruções sobre explosivos

GRUPO PLANEJAVA EXPLODIR PALÁCIO DO PLANALTO E ATACAR DEBATE DO 2º TURNO, DIZ INVESTIGAÇÃO

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal identificou um grupo suspeito de planejar atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília durante o período eleitoral de 2026.

Segundo as apurações, integrantes discutiam pela internet possíveis ataques ao Palácio do Planalto e ao prédio onde candidatos que chegassem ao segundo turno participariam de um debate presidencial. As conversas ocorreriam em grupos privados do Telegram monitorados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Em uma das mensagens, integrantes falavam em listar os “principais alvos” para aumentar as chances de sucesso de uma suposta “revolução”. Também foram identificadas referências à fabricação de explosivos, invasão de prédios, recrutamento de participantes e análise de mapas e plantas arquitetônicas de edifícios públicos em Brasília.

Um dos grupos monitorados reunia mais de 600 integrantes. Segundo a investigação, participantes considerados mais radicalizados eram direcionados para outro grupo, menor e mais restrito, com 46 pessoas, no qual eram compartilhadas instruções mais específicas.

O relatório produzido pelo Ciberlab, laboratório do Ministério da Justiça especializado em crimes cibernéticos, classificou o conteúdo como de elevado grau de periculosidade. Além do planejamento de violência, os investigadores apontaram disseminação de ideologia neonazista, misoginia e incentivo a ataques.

As conversas incluíam manuais para produção de artefatos explosivos e coquetéis Molotov, além de cálculos sobre quantidade de material e custos necessários para possíveis atentados.

Os investigadores também encontraram referências a mapas dos ministérios, do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e até à planta do Palácio do Planalto. Segundo o delegado responsável pelo caso, o material era usado para discutir possíveis pontos de entrada e saída dos edifícios.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que os conteúdos não poderiam ser tratados como simples manifestações virtuais e que as autoridades identificaram indícios de planejamento de ataques graves.

Na última terça-feira (4), a Polícia Civil deflagrou a Operação Rede Interrompida e cumpriu oito mandados de busca e apreensão em cinco estados. Durante as diligências, foram apreendidas armas, facas e materiais com referências a ideologias extremistas.

Os investigados podem responder por associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo. Até o momento, o caso não foi enquadrado pela polícia na Lei Antiterrorismo.

Computadores e celulares apreendidos seguem em análise. A polícia busca identificar outros participantes, possíveis conexões entre os investigados e em que estágio estavam os planos discutidos nos grupos.

10 de ago. de 2026 · Redação Scarpa360