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“IMPEACHMENT É POUCO. ELE MERECE É CADEIA”, DIZ ZEMA SOBRE ALEXANDRE DE MORAES
Candidato do Novo à Presidência endureceu as críticas ao ministro do STF após revelação de que metadados de contrato entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, elevou o tom contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (1º), após novas informações virem a público no âmbito das investigações envolvendo Daniel Vorcaro e o Banco Master.
Em publicação nas redes sociais, Zema chamou Moraes de “projetinho de ditador” e voltou a defender seu afastamento do Supremo. O ex-governador de Minas Gerais foi além e afirmou:
“Impeachment é pouco. Ele merece é cadeia.”
A manifestação ocorreu após a revelação de que Alexandre de Moraes teve acesso e realizou alterações em uma versão do contrato firmado entre o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, então controlado por Daniel Vorcaro.
METADADOS APONTAM EDIÇÃO EM PERFIL IDENTIFICADO COMO “MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES”
As informações foram reveladas inicialmente pelo jornal O Estado de S. Paulo, a partir de dados analisados pela Polícia Federal e encontrados no celular de Daniel Vorcaro.
Segundo a investigação, registros técnicos do arquivo indicam que a última edição de uma versão do contrato foi realizada por meio de um perfil do Microsoft Office 365 identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.
A alteração aparece registrada às 23h04 de 15 de janeiro de 2024, cerca de uma hora e 40 minutos depois de Vorcaro encaminhar ao escritório uma minuta revisada do acordo. A informação foi posteriormente confirmada pela Folha de S.Paulo e repercutida por CNN Brasil e UOL.
O contrato estabelecia pagamentos ao escritório Barci de Moraes durante três anos. Os valores líquidos previstos eram de R$ 3 milhões mensais por 36 meses, totalizando R$ 108 milhões. Considerando os valores brutos, o documento chegava a aproximadamente R$ 131,2 milhões.
Documentos encaminhados à CPI do Crime Organizado do Senado apontaram pagamentos superiores a R$ 80 milhões do Banco Master ao escritório entre 2024 e 2025.
ESCRITÓRIO EXPLICA PARTICIPAÇÃO DE MORAES
O escritório Barci de Moraes confirmou que Alexandre de Moraes teve acesso ao documento, mas apresentou uma explicação para a participação do ministro.
Segundo a banca, o setor de compliance consultou Moraes, na condição de marido da sócia-diretora, para verificar se existia algum impedimento legal para que o escritório aceitasse o Banco Master como cliente.
O escritório afirmou que não foi identificado impedimento e destacou que Moraes não julgou causas envolvendo o Banco Master no Supremo. A banca sustenta ainda que os serviços jurídicos contratados foram efetivamente prestados.
ZEMA DIZ QUE JÁ HAVIA PEDIDO IMPEACHMENT
Ao comentar as revelações, Zema relembrou que, quando ainda governava Minas Gerais, protocolou um pedido de impeachment contra Moraes.
Na postagem desta terça-feira, o candidato afirmou que as novas informações reforçariam suas críticas anteriores ao ministro e defendeu não apenas sua saída do STF, mas também responsabilização criminal.
A declaração coloca novamente o STF no centro do debate da campanha presidencial de 2026. Zema tem adotado críticas ao Supremo como uma das bandeiras de sua candidatura e defende mudanças nas regras relacionadas aos ministros da Corte.
MENSAGENS DE VORCARO TAMBÉM ESTÃO SOB INVESTIGAÇÃO
O episódio acontece em meio à divulgação de um volume maior de mensagens e documentos encontrados pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro.
Parte dos diálogos indica que o ex-banqueiro procurou um interlocutor apontado pela PF como sendo Alexandre de Moraes para discutir o avanço das investigações contra o Banco Master.
Em uma dessas mensagens, Vorcaro perguntou se não seria possível “reverter isso com Paulo e Andrei”, referências que os investigadores associam ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Há um ponto importante nesse trecho. Na postagem em que atacou Moraes, Zema escreveu que o ministro teria pedido proteção para Vorcaro junto à PGR e à Polícia Federal. Entretanto, o material divulgado até agora mostra Vorcaro pedindo a Moraes que buscasse atuação de Gonet e Andrei, e não o contrário. Não há, no conteúdo público disponível, comprovação de que Moraes tenha atendido esses pedidos.
Alexandre de Moraes já negou anteriormente ter recebido algumas das mensagens atribuídas a ele nas reportagens sobre Vorcaro.
CASO PODE CHEGAR AO PLENÁRIO DO STF
As revelações provocaram também movimentação dentro do Supremo.
O ministro André Mendonça solicitou ao presidente da Corte, Edson Fachin, que os novos elementos relacionados às mensagens entre Vorcaro e o interlocutor apontado como Moraes sejam analisados pelo plenário do STF em uma sessão presencial, pública e transparente.
A data da eventual análise ainda deverá ser definida.
Carregando resultado da apuração das urnas…