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NO SCARPA360INJEÇÃO SEMESTRAL CONTRA HIV PODERÁ CUSTAR ATÉ R$ 20,9 MIL NO BRASIL
O lenacapavir, medicamento injetável de longa duração utilizado na prevenção da infecção pelo HIV, já tem preço máximo de venda ao consumidor definido no Brasil. Cada aplicação pod

O lenacapavir, medicamento injetável de longa duração utilizado na prevenção da infecção pelo HIV, já tem preço máximo de venda ao consumidor definido no Brasil. Cada aplicação poderá custar até R$ 20,9 mil.
O medicamento deve ser administrado a cada seis meses e é apontado como uma das principais novidades recentes na prevenção do HIV, principalmente por oferecer uma alternativa à profilaxia pré-exposição, a PrEP, que tradicionalmente envolve o uso frequente de medicamentos.
A definição do preço foi feita pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, a CMED, e representa mais uma etapa para a chegada do produto ao mercado brasileiro.
Apesar disso, a fixação do valor máximo não significa que o lenacapavir já esteja disponível para compra nas farmácias.
A fabricante Gilead Sciences ainda precisa viabilizar a distribuição e a comercialização do medicamento no país.
COMO FUNCIONA O LENACAPAVIR
O lenacapavir é um medicamento de ação prolongada que pode ser utilizado na prevenção do HIV por meio de aplicações semestrais realizadas por profissionais de saúde.
A principal diferença em relação às estratégias de prevenção de uso diário está justamente no intervalo entre as doses.
Com duas aplicações por ano, a proposta é facilitar a adesão ao tratamento preventivo, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades para manter uma rotina diária de medicamentos.
ANVISA JÁ AUTORIZOU USO PREVENTIVO
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária já autorizou o uso do lenacapavir como estratégia de prevenção contra o HIV no Brasil.
A indicação inclui adultos e adolescentes a partir de 12 anos, desde que tenham peso mínimo de 35 quilos.
Nos estudos clínicos apresentados às autoridades regulatórias, o medicamento demonstrou elevada eficácia na prevenção da infecção pelo vírus.
Em um dos grupos analisados, a eficácia observada chegou a 100%.
MEDICAMENTO AINDA NÃO ESTÁ NAS FARMÁCIAS
Embora o preço máximo já esteja registrado oficialmente, o consumidor ainda não encontrará necessariamente o produto disponível para compra.
A definição da CMED estabelece o limite de preço que poderá ser praticado no mercado, mas outras etapas comerciais e logísticas ainda precisam ser concluídas pela fabricante.
Por isso, ainda não há uma data confirmada para o início das vendas regulares do lenacapavir no Brasil.
LENACAPAVIR PODERÁ SER OFERECIDO PELO SUS?
A eventual disponibilização do medicamento pelo Sistema Único de Saúde ainda depende de uma análise específica.
Para que uma nova tecnologia seja incorporada ao SUS, é necessário que ela passe pela avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde, a Conitec.
O processo considera fatores como eficácia, segurança, impacto orçamentário e relação entre custo e benefício.
Depois dessa etapa, uma eventual incorporação também depende de decisão do Ministério da Saúde.
Até o momento, portanto, não há confirmação de que o lenacapavir será distribuído gratuitamente pela rede pública.
ACORDO PODE AMPLIAR ACESSO NA AMÉRICA LATINA
Outro caminho para ampliar a disponibilidade do medicamento envolve um acordo entre a Gilead Sciences e a Organização Pan-Americana da Saúde.
A iniciativa abriu a possibilidade de fornecimento do lenacapavir para países da América Latina, incluindo o Brasil.
No entanto, não foram divulgados publicamente preços específicos nem um cronograma para o fornecimento ao mercado brasileiro.
O Ministério da Saúde também já realizou negociações com a fabricante para discutir a aquisição do produto.
PREÇO PODE SER UM DESAFIO
Com valor máximo de até R$ 20,9 mil por aplicação, um tratamento preventivo com duas doses por ano poderia alcançar até R$ 41,8 mil anuais, caso fosse comercializado pelo teto permitido.
O preço efetivamente praticado poderá ser inferior ao limite estabelecido pela CMED e também pode variar conforme negociações comerciais ou eventual aquisição pelo poder público.
Enquanto a comercialização não começa e a incorporação ao SUS não é definida, o lenacapavir segue como uma alternativa de prevenção já autorizada no país, mas ainda sem acesso amplo para a população brasileira.
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