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INTERPOL DESCOBRE FALSA DELEGACIA DA POLÍCIA FEDERAL BRASILEIRA NA ÁFRICA E PRENDE 82 SUSPEITOS

As autoridades também apreenderam 240 dispositivos eletrônicos, moeda estrangeira e materiais usados para construir uma réplica considerada realista de uma unidade policial brasile

INTERPOL DESCOBRE FALSA DELEGACIA DA POLÍCIA FEDERAL BRASILEIRA NA ÁFRICA E PRENDE 82 SUSPEITOS

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

Uma operação internacional coordenada pela Interpol desmantelou, em Essuatíni, no sul da África, uma estrutura que reproduzia uma delegacia brasileira e era utilizada por criminosos em golpes de falsa identidade. O local tinha uniformes, placas, distintivos, bandeiras e equipamentos que imitavam a Polícia Federal do Brasil.

Segundo a Interpol, 82 pessoas foram presas durante a ação. As autoridades também apreenderam 240 dispositivos eletrônicos, moeda estrangeira e materiais usados para construir uma réplica considerada realista de uma unidade policial brasileira.

A falsa delegacia não tinha qualquer ligação oficial com a Polícia Federal. A estrutura seria usada para dar credibilidade às abordagens dos criminosos e convencer as vítimas de que estavam sendo atendidas por agentes legítimos.

COMO FUNCIONAVA O GOLPE

De acordo com a investigação, os integrantes do grupo realizavam chamadas de vídeo vestidos com uniformes falsificados e se apresentavam como agentes da Polícia Federal brasileira.

Durante as conversas, os golpistas informavam às vítimas que elas supostamente estavam envolvidas em uma investigação ou que haviam sido alvo de algum crime. Em seguida, orientavam a transferência de dinheiro para uma chamada “conta segura”, sob a justificativa de proteger os valores enquanto o caso era apurado.

Na realidade, as contas eram controladas pelos próprios criminosos, que se apropriavam do dinheiro transferido. A encenação, com cenário policial, símbolos brasileiros e falsos agentes, era usada para aumentar a sensação de urgência e impedir que as vítimas verificassem as informações.

Além dos golpes de falsa identidade, o grupo investigado é suspeito de envolvimento com jogos de azar ilegais pela internet e lavagem de dinheiro.

OPERAÇÃO ENVOLVEU 97 PAÍSES

A descoberta ocorreu durante a Operação First Light 2026, realizada entre 15 de janeiro e 30 de abril. A ação reuniu autoridades de 97 países e territórios para combater fraudes de engenharia social, crimes financeiros e esquemas de lavagem de dinheiro.

No total, a operação resultou na prisão de 5.811 pessoas e na interceptação de aproximadamente US$ 293 milhões em ativos considerados ilícitos.

A Interpol informou que mais de 142 mil vítimas foram identificadas em diferentes partes do mundo. Os investigadores analisaram 152.808 casos, bloquearam 31.014 contas bancárias, solucionaram 23.715 ocorrências e identificaram outros 15.606 suspeitos.

Entre os crimes investigados estavam golpes de investimento, fraudes românticas, extorsão sexual, falsidade ideológica, invasão de e-mails empresariais e esquemas em que criminosos se passam por autoridades públicas.

INTERPOL ANALISA EQUIPAMENTOS APREENDIDOS

Diante da quantidade e da complexidade das provas digitais recolhidas em Essuatíni, uma equipe de apoio operacional da Interpol foi enviada ao país para auxiliar na análise forense dos celulares, computadores e demais equipamentos apreendidos.

A investigação deverá tentar identificar outras vítimas, rastrear transferências financeiras e verificar se o grupo mantinha conexões com organizações criminosas em outros países.

A Interpol destaca que os golpes de engenharia social exploram principalmente a confiança, o medo e a pressão psicológica. Por isso, a recomendação é desconfiar de autoridades que solicitem transferências bancárias, pagamentos urgentes ou o envio de informações sigilosas por telefone ou chamada de vídeo.

25 de jul. de 2026 · Redação Scarpa360