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ISRAEL VOLTA A ATACAR O LÍBANO E MANTÉM TROPAS APESAR DE PRESSÃO DE TRUMP

Mesmo após acordo entre Estados Unidos e Irã, Netanyahu afirma que Israel seguirá atuando no sul libanês contra o Hezbollah.

ISRAEL VOLTA A ATACAR O LÍBANO E MANTÉM TROPAS APESAR DE PRESSÃO DE TRUMP
Foto: RAMIZ DALLAH / ANADOLU / ANADOLU VIA AFP

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Israel realizou novos ataques no sul do Líbano nesta quarta-feira (17), aumentando a tensão na região mesmo após o anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para tentar encerrar a escalada militar no Oriente Médio.

Segundo a Agência Nacional de Notícias do Líbano, aviões israelenses atingiram a área de Nabatieh al-Fawqa e os arredores de Kfar Tebnit, no sul do território libanês. Até o momento, Israel não havia se pronunciado oficialmente sobre os novos bombardeios, mas o governo israelense tem afirmado que suas operações têm como alvo estruturas ligadas ao Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.

A nova ofensiva ocorre um dia depois de Donald Trump afirmar que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, precisava “ser mais responsável em relação ao Líbano”. Apesar da cobrança pública do presidente americano, Netanyahu mantém a posição de que as tropas israelenses permanecerão no sul libanês.

O texto completo do acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não foi divulgado, mas o Paquistão, que atuou como mediador nas negociações, afirma que o Líbano está incluído no entendimento. Mesmo assim, Israel diz que não participou das tratativas e que continuará tomando decisões com base em seus próprios interesses de segurança.

Em entrevista coletiva, Netanyahu afirmou que o Irã tentou incluir no acordo a retirada das forças israelenses do Líbano, mas que a exigência não foi aceita. Segundo o premiê, Israel continuará firme na região enquanto considerar necessário.

O primeiro-ministro também reforçou que a prioridade de seu governo é impedir que Teerã avance em seu programa nuclear. Ele afirmou que, com ou sem acordo, Israel fará o que considerar necessário para impedir que o Irã obtenha armas nucleares.

Israel mantém presença militar no sul do Líbano desde a ofensiva contra o Hezbollah, iniciada após ataques do grupo ao norte do território israelense. Para o governo israelense, a permanência das tropas funciona como uma zona de segurança contra novas ações da milícia.

A posição de Netanyahu evidencia um ponto de atrito entre Israel e a estratégia de Donald Trump para estabilizar a região. Durante as negociações, o presidente americano chegou a demonstrar irritação com bombardeios israelenses em Beirute, temendo que novas ofensivas prejudicassem o acordo com o Irã.

Mesmo assim, Washington avançou nas conversas sem condicionar o entendimento à retirada das tropas israelenses do território libanês. Com isso, o cenário segue indefinido: enquanto os Estados Unidos tentam sustentar o acordo diplomático, Israel mantém sua ofensiva e descarta recuar do sul do Líbano neste momento.

17 de jun. de 2026 · Redação Scarpa360