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“JUNTOS EM TUDO. MUITO OBRIGADO POR TUDO”, ESCREVEU VORCARO A MORAES, SEGUNDO A PF

Mensagem foi enviada em 30 de outubro de 2025, cerca de 20 minutos depois de Vorcaro pedir que Moraes atuasse junto a Paulo Gonet e Andrei Rodrigues para tentar conter medidas cont

“JUNTOS EM TUDO. MUITO OBRIGADO POR TUDO”, ESCREVEU VORCARO A MORAES, SEGUNDO A PF

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, revelam uma sequência de comunicações atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, em meio ao avanço das investigações sobre a instituição financeira.

Uma das frases que mais chamou atenção no material foi enviada em 30 de outubro de 2025:

“Juntos em tudo. Muito obrigado por tudo.”

Segundo o relatório da PF e reportagens que tiveram acesso aos documentos, a mensagem foi encaminhada cerca de 20 minutos depois de Vorcaro pedir que Moraes conversasse com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, diante da preocupação com possíveis medidas contra o Banco Master.

Na conversa anterior, Vorcaro afirmou que seria importante “reforçar com Andrei e Paulo” para evitar ações de investigadores e integrantes do Ministério Público que, na avaliação dele, poderiam causar graves consequências para o banco.

Pouco depois, o empresário mudou o tom e passou a elogiar Moraes. Disse que “tudo de importante” acabava sob responsabilidade do ministro, afirmou que seu “legado pro Brasil será eterno” e declarou acreditar que Moraes poderia se consolidar como “a pessoa mais importante do país”.

Na mesma sequência, Vorcaro disse enxergar uma “chance real de sair ainda mais forte” da situação e afirmou que seria necessário impedir o que chamou de “sacanagem”. Ao encerrar, escreveu:

“Juntos em tudo. Muito obrigado por tudo. Esse fim de semana tratarei do tema lá fora e te dou notícia.”

PF NÃO RECUPEROU TODAS AS RESPOSTAS

Um ponto importante do relatório é a forma como as comunicações eram feitas.

Segundo a Polícia Federal, Vorcaro escrevia textos no aplicativo de notas do celular, fazia capturas de tela e enviava as imagens pelo WhatsApp no modo de visualização única. A PF conseguiu recuperar o conteúdo enviado pelo ex-banqueiro, mas não todas as respostas do interlocutor.

Por isso, embora o material revele o teor das mensagens escritas por Vorcaro, ele não permite reconstruir integralmente o diálogo nem concluir, apenas a partir desses trechos, como Moraes teria respondido a cada pedido.

O relatório atribui as comunicações a um contato salvo no aparelho de Vorcaro como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.

OUTRA MENSAGEM DE GRATIDÃO FOI ENVIADA DIAS DEPOIS

A frase “Muito obrigado por tudo” não apareceu apenas uma vez.

Em 14 de novembro de 2025, três dias antes da primeira prisão de Vorcaro, o banqueiro voltou a enviar uma mensagem de forte agradecimento ao ministro.

“Estamos juntos sempre. Você sabe que tenho gratidão da minha vida a você”, escreveu.

Na sequência, afirmou que familiares, funcionários, parceiros e amigos teriam uma “dívida de vida” com Moraes e sua família e novamente concluiu com “Muito obrigado por tudo”.

Naquele mesmo dia, o relatório registra mensagens sobre um encontro entre Vorcaro e Moraes. Horas depois, veio a declaração de gratidão. A PF não detalhou publicamente a que exatamente Vorcaro se referia ao agradecer ou ao dizer que era necessário “continuar na pegada para conseguir concluir”.

MENSAGENS FAZEM PARTE DE INVESTIGAÇÃO MAIOR

O conteúdo integra o relatório elaborado pela Polícia Federal no âmbito das apurações envolvendo o Banco Master.

Em outras mensagens, Vorcaro perguntou se seria possível “bloquear” medidas, questionou se deveria deixar o país e pediu ajuda relacionada a Andrei Rodrigues e Paulo Gonet.

O ministro André Mendonça, relator do caso no STF, retirou o sigilo do material nesta terça-feira (1º) e encaminhou os novos elementos à Procuradoria-Geral da República para manifestação.

As mensagens foram divulgadas originalmente pelo Estadão e posteriormente detalhadas por veículos como Folha de S.Paulo, UOL, CNN Brasil, Veja, SBT News e Terra.

Os documentos estão sob investigação e, isoladamente, não representam comprovação de crime por parte de Alexandre de Moraes.

01 de set. de 2026 · Redação Scarpa360