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JUSTIÇA DA BOLÍVIA MANDA PRENDER EVO MORALES POR SUSPEITAS DE TERRORISMO E INSURREIÇÃO
A medida foi emitida pelo Ministério Público em Santa Cruz e inclui acusações como terrorismo, levante armado contra a segurança e a soberania do Estado, associação criminosa, inst

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
A Procuradoria da Bolívia expediu uma nova ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, investigado por suposta participação na organização e no incentivo aos protestos que bloquearam estradas e provocaram semanas de instabilidade no país entre maio e junho de 2026.
A medida foi emitida pelo Ministério Público em Santa Cruz e inclui acusações como terrorismo, levante armado contra a segurança e a soberania do Estado, associação criminosa, instigação pública ao crime e atentados contra a segurança dos transportes e dos serviços públicos. As acusações fazem parte de uma investigação e ainda não representam uma condenação definitiva.
Segundo as autoridades bolivianas, Morales teria exercido papel de liderança nas mobilizações que buscavam pressionar pela saída do presidente Rodrigo Paz. Os protestos foram motivados principalmente pela crise econômica, pela falta de combustíveis, pela inflação e por medidas adotadas pelo governo. Durante o período, dezenas de pontos de bloqueio foram instalados em diferentes regiões da Bolívia, afetando o transporte de alimentos, combustíveis, medicamentos e outros produtos essenciais.
As manifestações se estenderam por 53 dias e foram marcadas por confrontos entre manifestantes e forças de segurança. De acordo com os dados divulgados, 22 pessoas morreram ao longo da crise. O governo acusa grupos ligados a Morales de promover ações violentas e tentar desestabilizar a atual administração.
Morales nega as acusações
Evo Morales nega envolvimento em atos de terrorismo ou em uma tentativa de derrubar o governo. O ex-presidente afirma que a ordem de prisão representa perseguição política e seria uma estratégia para desviar a atenção da crise econômica enfrentada pela Bolívia.
Aliados do ex-presidente também argumentam que as manifestações tiveram origem em reivindicações econômicas e sociais e rejeitam a versão de que os bloqueios faziam parte de uma tentativa organizada de ruptura institucional.
Morales permanece ligado à região do Chapare, no departamento de Cochabamba, onde mantém forte apoio de sindicatos de produtores de coca e de movimentos sociais. A presença de apoiadores na região tem dificultado o cumprimento de ordens de prisão anteriores.
Ex-presidente já era alvo de outra ordem de prisão
A nova ordem se soma a outro mandado que já estava em vigor contra Evo Morales. Em maio, a Justiça boliviana o declarou em situação de rebeldia depois que ele não compareceu ao início de um julgamento relacionado à acusação de tráfico de pessoas envolvendo uma adolescente.
O Ministério Público afirma que a acusação formal e a ordem de prisão relacionadas a esse processo continuam válidas. Morales também nega as acusações desse caso e alega falta de garantias judiciais.
Ordem ainda precisa ser cumprida
Até a última atualização, não havia confirmação de que Evo Morales tivesse sido preso. O cumprimento da ordem depende da atuação da Polícia Boliviana.
Caso o ex-presidente não seja localizado ou deixe o país, as autoridades poderão avaliar a adoção de outras medidas, como a solicitação de um mandado internacional de captura. No entanto, até o momento, não havia confirmação pública de que esse procedimento tivesse sido formalizado.
O caso ocorre em um momento de forte divisão política na Bolívia. O governo sustenta que os responsáveis pelos bloqueios e pelos episódios de violência devem responder judicialmente. Já os apoiadores de Morales consideram que as investigações fazem parte de uma ofensiva para afastá-lo definitivamente da vida política.
A nova ordem de prisão amplia a tensão no país e pode provocar novas mobilizações, especialmente nas regiões em que o ex-presidente conserva maior influência.
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