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JUSTIÇA ENQUADRA DONO DA CHOQUEI E MC RYAN NA LEI ANTIFACÇÃO; PENA PODE CHEGAR A 40 ANOS
Os dois são investigados na Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 1,6 bilhão envolvendo bets ilegais, rifas clandestinas, empresa

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
A Justiça Federal decidiu enquadrar o influenciador Raphael Sousa Oliveira, conhecido por ser dono da página Choquei, e o funkeiro MC Ryan SP na nova Lei Antifacção, legislação criada para endurecer o combate a organizações criminosas consideradas “ultraviolentas”. A decisão foi assinada pelo juiz Roberto Lemos dos Santos Filho, da 5ª Vara Criminal Federal de Santos (SP), a pedido da Polícia Federal.
Os dois são investigados na Operação Narco Fluxo, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 1,6 bilhão envolvendo bets ilegais, rifas clandestinas, empresas de fachada e conexões com facções criminosas. Segundo a PF, o grupo investigado teria ligação com o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho.
Com o enquadramento na Lei Antifacção, Raphael Oliveira, MC Ryan, MC Poze do Rodo e outros investigados passam a responder sob regras mais rígidas, incluindo possibilidade de prisão provisória ampliada, bloqueio definitivo de bens e penas que podem chegar a 40 anos de prisão em regime de segurança máxima para líderes e financiadores da organização.
Na decisão, o magistrado afirmou haver “sinais incontestáveis” de ligação entre os investigados e organizações criminosas de grande porte que atuam nacional e internacionalmente. O juiz também declarou que o combate ao crime organizado deve atingir não apenas criminosos armados, mas também operadores financeiros, influenciadores e agentes econômicos que possam colaborar com as estruturas criminosas.
A nova Lei Antifacção entrou em vigor em março deste ano e começou justamente nesse caso sua primeira grande aplicação de repercussão nacional. Especialistas ouvidos pela imprensa avaliam que a decisão pode abrir precedente para investigações futuras envolvendo celebridades, influenciadores digitais e empresários suspeitos de financiar ou facilitar operações do crime organizado.
Nas redes sociais, o caso rapidamente repercutiu e dividiu opiniões. Enquanto parte dos internautas comemorou a ação da Polícia Federal, outros questionaram se os investigados realmente tinham conhecimento sobre possíveis conexões criminosas envolvendo as movimentações financeiras analisadas pela PF.
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