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KEIR STARMER RENUNCIA AO CARGO DE PRIMEIRO-MINISTRO DO REINO UNIDO APÓS PRESSÃO INTERNA
Líder trabalhista ficará no cargo até a escolha de seu sucessor; Andy Burnham aparece como favorito na disputa.

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (22) que vai deixar o comando do governo britânico e a liderança do Partido Trabalhista. A decisão foi tomada após semanas de pressão interna, queda de popularidade e insatisfação dentro da própria legenda.
Em pronunciamento em frente à residência oficial de Downing Street, em Londres, Starmer afirmou que sempre buscou colocar os interesses do país em primeiro lugar e disse que renunciará à liderança trabalhista para permitir uma transição organizada no governo.
Apesar do anúncio, Starmer permanecerá como primeiro-ministro interino até a escolha de seu sucessor. O processo interno do Partido Trabalhista deve começar em julho, e a expectativa é que o novo líder assuma o comando do governo britânico até setembro.
A saída ocorre menos de dois anos depois de Starmer levar o Partido Trabalhista a uma ampla vitória nas eleições gerais de 2024. Desde então, seu governo enfrentou desgaste em áreas como economia, imigração, serviços públicos e disputas internas dentro do partido.
O favorito para substituir Starmer é Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, que voltou recentemente ao Parlamento e já confirmou que pretende disputar a liderança trabalhista. Segundo a imprensa britânica, o apoio de Wes Streeting, ex-ministro da Saúde e apontado anteriormente como possível concorrente, pode facilitar uma candidatura única de Burnham.
Caso apenas um candidato consiga o apoio necessário dentro do Partido Trabalhista, a sucessão poderá ocorrer sem votação entre os filiados. Se houver mais de um nome qualificado, a escolha será feita por votação interna entre membros e organizações afiliadas ao partido.
A troca de comando deve levar o Reino Unido ao seu sétimo primeiro-ministro desde o referendo do Brexit, em 2016, reforçando o período de instabilidade política vivido pelo país nos últimos anos.
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