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LULA DEVE DECIDIR NESTA SEMANA O FUTURO DE JAQUES WAGNER APÓS OPERAÇÃO DA PF
Segundo a CNN Brasil, a permanência de Jaques Wagner no cargo passou a ser discutida dentro do Palácio do Planalto depois que a PF realizou a 9ª fase da Operação Compliance Zero.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir nos próximos dias com o senador Jaques Wagner (PT-BA) para definir se ele permanecerá ou não na liderança do governo no Senado. A informação foi divulgada pela CNN Brasil e ocorre após a operação da Polícia Federal que colocou o parlamentar no centro de uma investigação relacionada ao caso do Banco Master.
Segundo a CNN Brasil, a permanência de Jaques Wagner no cargo passou a ser discutida dentro do Palácio do Planalto depois que a PF realizou a 9ª fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura supostas ligações entre pessoas do entorno familiar do senador, empresas associadas a ele e empresários ligados ao extinto Banco Master. Wagner nega qualquer irregularidade e afirma que confia no esclarecimento dos fatos.
Nos bastidores, integrantes do governo avaliam que a investigação aumentou a pressão política sobre o líder do governo no Senado. Apesar disso, Jaques Wagner resiste à possibilidade de deixar a função. Em declarações recentes, o senador afirmou que não pretende pedir demissão e que a decisão cabe exclusivamente ao presidente Lula. Segundo ele, durante conversa telefônica após a operação, o presidente sequer tratou da possibilidade de substituição.
De acordo com a CNN, a data do encontro dependerá da agenda presidencial. Lula cumpre compromissos oficiais no Rio de Janeiro e em São Paulo antes da reunião, enquanto Jaques Wagner deve conversar previamente com dirigentes do PT para alinhar a estratégia política diante da crise.
Além da investigação, o senador já enfrentava desgaste interno pela articulação política do governo no Congresso. Aliados atribuem a ele parte da responsabilidade pela derrota da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), episódio que aumentou as críticas sobre sua atuação como líder governista.
Apesar da pressão, Jaques Wagner continua sendo um dos aliados mais próximos de Lula. Fundador do PT, ele já ocupou cargos como ministro do Trabalho, ministro da Defesa, ministro da Casa Civil e governador da Bahia por dois mandatos. No cenário eleitoral, também é considerado peça importante para a estratégia petista na Bahia, onde busca a reeleição ao Senado. Integrantes do partido avaliam que uma eventual saída da liderança pode enfraquecer não apenas sua campanha, mas também o desempenho do PT no estado.
A expectativa é de que a reunião entre Lula e Jaques Wagner defina os próximos passos do governo diante da crise. A decisão poderá influenciar tanto a articulação política do Planalto no Congresso quanto a estratégia eleitoral do PT para as eleições de 2026.
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