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LULA DIZ QUE PCC E CV SÃO “TERRORISTAS PARA O POVO BRASILEIRO”, MAS DISCORDA DA CLASSIFICAÇÃO FEITA PELOS EUA

Presidente afirmou que facções criminosas aterrorizam comunidades no Brasil, mas disse que não têm o mesmo objetivo de organizações terroristas internacionais; declaração ocorre ap

LULA DIZ QUE PCC E CV SÃO “TERRORISTAS PARA O POVO BRASILEIRO”, MAS DISCORDA DA CLASSIFICAÇÃO FEITA PELOS EUA
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a comentar a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Durante entrevista coletiva após participação na Cúpula do G7, Lula afirmou que as facções criminosas são “terroristas para o povo brasileiro”, especialmente para moradores de comunidades afetadas pela violência, mas criticou a interpretação adotada pelo governo norte-americano.

Segundo o presidente, há diferença entre o impacto provocado pelas facções no Brasil e o conceito usado internacionalmente para organizações terroristas.

“Essas facções criminosas são terroristas para o povo brasileiro, para o povo das comunidades no Brasil. Não são terroristas como você pensa. Eles não querem brigar e derrotar o Estado. Eles não querem criar um outro Estado. Eles querem dinheiro. Então é diferente”, afirmou Lula.

Confira o vídeo com a fala do presidente:

A declaração foi feita em meio à repercussão da decisão anunciada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. O Departamento de Estado norte-americano incluiu PCC e Comando Vermelho na lista de organizações terroristas estrangeiras, medida que passou a valer em junho.

Lula afirmou ter ficado surpreso com a decisão e voltou a defender que o combate ao crime organizado deve ser feito com cooperação internacional, mas sem interferência na soberania brasileira. Segundo ele, o governo brasileiro reconhece a gravidade das facções, mas discorda da classificação adotada pelos Estados Unidos.

A medida norte-americana ocorre em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos. Para Washington, a classificação permite ampliar restrições financeiras e ações contra redes ligadas às facções. Já o governo brasileiro avalia que a decisão pode abrir margem para pressões externas e afetar setores econômicos que atuam em áreas onde há influência do crime organizado.

O PCC e o Comando Vermelho são considerados as duas maiores facções criminosas do Brasil. Ambas têm atuação ligada ao tráfico de drogas, controle territorial, lavagem de dinheiro e expansão para outros países da América do Sul. O governo dos EUA afirma que a medida faz parte de uma estratégia mais ampla contra organizações criminosas transnacionais.

A fala de Lula dividiu opiniões nas redes sociais. Críticos acusaram o presidente de minimizar a gravidade das facções ao rejeitar a classificação internacional. Apoiadores, por outro lado, afirmaram que Lula apenas diferenciou organizações criminosas voltadas ao lucro de grupos terroristas com objetivos políticos ou ideológicos.

O debate deve continuar nos próximos dias, especialmente porque segurança pública, crime organizado e soberania nacional se tornaram temas centrais na relação entre Brasil e Estados Unidos.

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18 de jun. de 2026 · Redação Scarpa360