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LUVA DE PEDREIRO PERDE RECURSO E DÍVIDA COM EX-EMPRESÁRIO PODE PASSAR DE R$ 10 MILHÕES

TJ-RJ restabeleceu multa contratual de R$ 5,2 milhões na disputa entre Iran Ferreira e Allan Jesus; decisão também mantém indenizações, custas e honorários.

LUVA DE PEDREIRO PERDE RECURSO E DÍVIDA COM EX-EMPRESÁRIO PODE PASSAR DE R$ 10 MILHÕES
Imagem: Reprodução/Instagram

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

O influenciador Iran Ferreira, conhecido como Luva de Pedreiro, sofreu uma nova derrota na disputa judicial que mantém com o ex-empresário Allan Jesus. A 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro rejeitou o recurso apresentado pelo influenciador e restabeleceu integralmente uma multa contratual de R$ 5,2 milhões relacionada ao rompimento da parceria profissional entre os dois. O julgamento foi unânime.

Além da multa, foram mantidas condenações por danos materiais e morais. Iran também deverá arcar com as custas do processo e com honorários advocatícios estabelecidos em 10% sobre o valor atualizado da condenação. Com correção monetária, juros, indenizações e outros encargos, a estimativa é de que o impacto financeiro total da disputa possa ultrapassar R$ 10 milhões.

A discussão judicial começou após o fim da relação profissional entre Luva de Pedreiro e Allan Jesus. Iran assinou, em fevereiro de 2022, um contrato de representação artística de quatro anos com a empresa ligada ao empresário, a ASJ Consultoria. Naquele período, o influenciador vivia uma rápida ascensão nas redes sociais e começava a fechar grandes contratos publicitários. Poucos meses depois, porém, rompeu com a equipe e passou a ser representado por outros profissionais.

O acordo previa uma multa mínima de R$ 5,2 milhões em caso de encerramento antecipado nas condições discutidas posteriormente na Justiça. O rompimento deu início a uma batalha judicial marcada por acusações públicas e versões diferentes sobre a administração da carreira do influenciador. Ainda em 2022, a Justiça determinou que parte dos rendimentos de Luva fosse depositada judicialmente até atingir o montante relacionado à cláusula de rescisão. Atualmente, mais de R$ 4 milhões já estão depositados em juízo como garantia para uma eventual execução da condenação.

Em decisão anterior, a multa contratual havia sido reduzida em 30%, caindo de R$ 5,2 milhões para aproximadamente R$ 3,6 milhões. A empresa de Allan Jesus recorreu justamente contra essa redução e conseguiu agora que o TJ-RJ restabelecesse o valor integral previsto no contrato.

No julgamento, os desembargadores reconheceram a validade do acordo de representação artística e rejeitaram argumentos apresentados pela defesa de Iran para tentar invalidar o documento, incluindo a alegação de analfabetismo funcional. O colegiado também levou em consideração que o influenciador passou posteriormente a contar com assessoria jurídica e, naquele momento, não questionou os termos do contrato.

Para os magistrados, houve rompimento unilateral do vínculo e descumprimento da cláusula de exclusividade. O tribunal também entendeu que a multa de R$ 5,2 milhões não era desproporcional diante dos investimentos realizados na carreira de Luva de Pedreiro e do potencial econômico da relação profissional estabelecida entre as partes.

A batalha judicial já dura mais de quatro anos e ganhou enorme repercussão desde que Luva rompeu com Allan em 2022. Em abril de 2025, a Justiça já havia reconhecido o rompimento indevido do contrato e determinado o pagamento de multa e indenizações. A nova decisão em segunda instância torna a situação financeira do influenciador mais pesada ao recuperar o valor integral da penalidade contratual.

O julgamento atual, no entanto, ainda admite os recursos previstos na legislação. A defesa de Luva de Pedreiro poderá buscar as instâncias superiores dentro das hipóteses cabíveis. Até a publicação das informações mais recentes sobre a decisão, o advogado do influenciador não havia apresentado manifestação pública sobre o novo resultado do julgamento.

12 de ago. de 2026 · Redação Scarpa360