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MICHAEL SAYLOR DIZ QUE USOU O CHATGPT PARA AJUDAR A CRIAR PRODUTOS FINANCEIROS QUE CAPTARAM CERCA DE US$ 15 BILHÕES
Fundador da Strategy afirma que recorreu à inteligência artificial para desenvolver estruturas de ações preferenciais usadas pela empresa para levantar capital e ampliar sua exposi

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
Michael Saylor, fundador e presidente executivo da Strategy, empresa conhecida por manter uma das maiores reservas corporativas de Bitcoin do mundo, afirmou que utilizou o ChatGPT para ajudar a desenvolver produtos financeiros que depois foram usados pela companhia para captar bilhões de dólares no mercado.
A declaração voltou a ganhar repercussão após Saylor afirmar que ferramentas de inteligência artificial foram usadas como apoio na criação de estruturas como as ações preferenciais da Strategy, entre elas STRK e STRC. Segundo ele, a IA ajudou a testar ideias, organizar conceitos e explorar formas de estruturar instrumentos capazes de atrair investidores interessados em rendimento e exposição indireta ao Bitcoin.
O número de US$ 15 bilhões citado em reportagens se refere ao volume aproximado captado pela empresa por meio de diferentes emissões de ações preferenciais e outros instrumentos de capital. Portanto, não significa que o ChatGPT “levantou” sozinho US$ 15 bilhões, mas sim que Saylor afirma ter usado a ferramenta no processo de desenvolvimento de produtos financeiros que posteriormente ajudaram a empresa a captar esse montante.
A Strategy passou, nos últimos anos, a criar uma série de títulos preferenciais com características diferentes. Entre eles estão o STRK, com dividendo fixo de 8% ao ano e possibilidade de conversão em ações ordinárias, e o STRC, conhecido como Stretch, que possui dividendo variável e foi projetado para negociar próximo ao valor de US$ 100 por ação.
O dinheiro levantado por meio desses instrumentos é usado principalmente para financiar as operações da companhia e, em vários casos, ampliar a compra de Bitcoin. No primeiro trimestre de 2026, a Strategy informou ter captado US$ 11,68 bilhões apenas no ano, enquanto o STRC sozinho havia levantado cerca de US$ 5,58 bilhões até o início de maio.
O modelo, porém, também envolve riscos. As ações preferenciais da Strategy pagam dividendos elevados, e alguns desses papéis sofreram forte queda de preço neste ano. O STRC, por exemplo, chegou a negociar bem abaixo do valor de referência de US$ 100, aumentando o rendimento oferecido aos investidores, mas também levantando dúvidas sobre a sustentabilidade da estratégia em um cenário de queda do Bitcoin.
A própria Strategy anunciou mudanças recentes para reforçar a estrutura desses produtos, incluindo política de reservas em dólares, recompra de ações preferenciais e possibilidade de monetização de parte das reservas de Bitcoin para manter liquidez e cumprir obrigações financeiras.
Saylor defende que a inteligência artificial deve ser usada como uma ferramenta para ampliar a capacidade humana de criar novos modelos de negócio. Segundo ele, a vantagem não estaria em tentar competir com sistemas de IA, mas em utilizá-los para formular perguntas, testar hipóteses e encontrar oportunidades que antes exigiriam equipes maiores ou muito mais tempo.
A história também mostra como ferramentas de IA generativa começam a ultrapassar tarefas simples de texto e programação e passam a ser usadas em processos de criação de produtos financeiros complexos. Ainda assim, especialistas alertam que decisões desse tipo exigem validação humana, análise jurídica, regulatória e de risco, já que modelos de linguagem podem cometer erros ou apresentar informações incorretas. Um estudo recente sobre o uso de LLMs em investimentos também concluiu que a supervisão humana continua sendo essencial em decisões financeiras.
Atualmente, a Strategy continua sendo a maior empresa de capital aberto com Bitcoin em seu balanço e mantém sua estratégia fortemente ligada ao desempenho da criptomoeda. A companhia já acumulou mais de 800 mil bitcoins, ao mesmo tempo em que amplia o uso de instrumentos financeiros para captar recursos no mercado.
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