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MP APONTA QUE PCC TERIA INFLUÊNCIA SOBRE 12 DAS 22 EMPRESAS DE ÔNIBUS DE SÃO PAULO

Investigação do Ministério Público de São Paulo apura suposta infiltração da facção no transporte coletivo, contratos públicos e articulações políticas; operação realizada nesta qu

MP APONTA QUE PCC TERIA INFLUÊNCIA SOBRE 12 DAS 22 EMPRESAS DE ÔNIBUS DE SÃO PAULO

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

Uma investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) aponta que 12 das 22 empresas que operam o transporte coletivo na capital paulista estariam, em tese, sob controle direto ou indireto de pessoas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação consta na apuração que embasou a Operação Vectura Corrupta, deflagrada nesta quinta-feira (17) pelo MPSP e pela Polícia Civil.

Segundo os investigadores, a organização criminosa teria utilizado laranjas e interlocutores para assumir influência sobre empresas de ônibus, que seriam empregadas também para movimentar recursos e mascarar negócios ilícitos. A apuração menciona operações envolvendo venda de veículos, pagamentos e estruturas empresariais utilizadas, segundo o MP, para atender interesses da facção.

A investigação cita nominalmente sete empresas que teriam ligação com o esquema: A2 Transportes, Translider, Transbellaflor, Otratur, ABC Plus Transportes — antiga Translog —, Transwolff e Viação Bom Jesus. As suspeitas ainda estão sob investigação e não representam condenação das empresas ou pessoas mencionadas.

EX-PRESIDENTE DA SPTRANS ESTÁ ENTRE OS PRESOS

Entre os alvos está Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans. Segundo o MPSP, ele teria mantido encontros com um investigado apontado como intermediário do PCC para tratar de interesses relacionados a empresas de transporte enquanto comandava a companhia municipal. Levi foi preso durante a operação.

Até a manhã desta quinta-feira, nove investigados haviam sido presos. As diligências incluem ainda 18 mandados de busca e apreensão cumpridos na capital, na Região Metropolitana e no litoral paulista. Veículos de imprensa divergiam sobre o número total de mandados de prisão — UOL citava 13, enquanto CNN e Folha informavam 16.

MILTON LEITE É ALVO DA INVESTIGAÇÃO

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite (União Brasil) também é alvo de mandado de prisão temporária. A investigação o cita como suposto responsável pela operação de algumas empresas que, segundo as autoridades, estariam vinculadas à facção. Depoimentos de policiais militares mencionados nos autos também o apontariam como “dono de fato” da Transwolff.

Milton Leite nega as acusações. Em manifestação divulgada nesta quinta-feira, afirmou que está viajando, negou estar fugindo das autoridades e disse que pretende se apresentar à polícia. Ao UOL, declarou não ser proprietário de empresa de ônibus e afirmou que provará sua inocência.

INVESTIGAÇÃO TAMBÉM APURA ELO COM POLÍTICA

O Ministério Público investiga ainda a possibilidade de recursos ligados à organização criminosa terem sido utilizados em campanhas eleitorais. Diálogos obtidos em aparelhos apreendidos são analisados como parte dessa frente da investigação. O candidato a deputado estadual Danilo Morgado (PL) está entre os presos e nega irregularidades por meio de sua defesa, que classifica a prisão como perseguição.

A Prefeitura de São Paulo afirmou que já havia determinado, em 2024, intervenções na Transwolff e na UPBus e que vem colaborando com o Ministério Público e a Polícia Civil. A gestão municipal disse que continuará fornecendo documentos e esclarecimentos às autoridades.

As investigações continuam, e as suspeitas descritas pelas autoridades ainda serão submetidas ao contraditório e à análise da Justiça.

17 de set. de 2026 · Redação Scarpa360