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ONU ANUNCIA PLANO PARA RETIRAR MAIS DE 11 MIL EMBARCAÇÕES MILITARES DO ESTREITO DE ORMUZ
Operação será coordenada pela Organização Marítima Internacional em meio à retomada gradual da navegação após semanas de tensão no Oriente Médio

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
A Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou nesta terça-feira (23) um plano para retirar mais de 11 mil embarcações militares que ainda permanecem no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e outras commodities.
A operação será coordenada pela Organização Marítima Internacional (OMI), agência especializada da ONU responsável pela segurança da navegação. Segundo o secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, a ação será realizada em conjunto com Irã, Omã, demais países costeiros da região, Estados Unidos e representantes do setor marítimo.
De acordo com a OMI, as garantias de segurança necessárias para a operação já foram obtidas e as condições de navegação foram avaliadas para permitir a retirada das embarcações de forma segura.
O anúncio acontece em um momento de recuperação gradual do tráfego marítimo na região. Dados da plataforma Kpler apontam que pelo menos 35 navios cargueiros atravessaram o Estreito de Ormuz nesta terça-feira, o maior volume diário registrado desde o início da escalada do conflito no Oriente Médio.
Apesar da melhora, a movimentação ainda está abaixo da normalidade. Em períodos de estabilidade, cerca de 120 embarcações cruzam diariamente o estreito. Durante o período mais intenso da crise, entre março e meados de junho, esse número chegou a ficar abaixo de dez navios por dia, refletindo os riscos provocados pelos confrontos na região.
A retomada parcial da navegação ocorre após um memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos, que buscou reduzir as tensões e garantir maior segurança para uma das principais rotas do comércio internacional de energia.
Mesmo assim, o cenário ainda inspira cautela. Nos últimos dias, autoridades iranianas anunciaram o fechamento temporário do estreito em resposta a ataques israelenses no Líbano, aumentando a preocupação dos mercados e do setor de transporte marítimo.
Outro ponto que gera atenção é a declaração do negociador-chefe iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, que afirmou que a administração do Estreito de Ormuz "nunca mais será a mesma" após a guerra. Segundo ele, o Irã pretende assumir um papel mais relevante na gestão da passagem, o que pode resultar em novas regras ou até na cobrança de taxas para embarcações comerciais.
O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do planeta. Grande parte das exportações mundiais de petróleo passa diariamente pela região, tornando qualquer alteração em sua operação capaz de impactar diretamente os preços da energia e a economia global.
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