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PAIS VIAJAM MAIS DE 500 KM APÓS FILHA EVITAR MOSTRAR O ROSTO EM VIDEOCHAMADAS E A ENCONTRAM EM CÁRCERE PRIVADO; NAMORADO É PRESO

Uma viagem de mais de 500 quilômetros, motivada pela preocupação de pais com a segurança da filha, terminou na descoberta de um possível caso de violência doméstica e cárcere priva

PAIS VIAJAM MAIS DE 500 KM APÓS FILHA EVITAR MOSTRAR O ROSTO EM VIDEOCHAMADAS E A ENCONTRAM EM CÁRCERE PRIVADO; NAMORADO É PRESO
Imagem ilustrativa

Uma viagem de mais de 500 quilômetros, motivada pela preocupação de pais com a segurança da filha, terminou na descoberta de um possível caso de violência doméstica e cárcere privado em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

Um jovem de 19 anos foi preso em flagrante na noite de quarta-feira (21), suspeito de agredir e manter a namorada, também de 19 anos, privada de liberdade.

A descoberta aconteceu depois que os pais da vítima, moradores do estado de São Paulo, perceberam mudanças na maneira como a filha se comunicava com a família.

Desconfiados, decidiram viajar até o Paraná sem avisar previamente, para verificar pessoalmente a situação.

MENSAGENS DA FILHA DESPERTARAM DESCONFIANÇA

Segundo as informações divulgadas pelo g1 Paraná, os pais começaram a suspeitar que algo estava errado devido à forma como a jovem respondia às mensagens e ligações.

As conversas eram evasivas, com poucas informações sobre sua rotina. Outro detalhe que chamou a atenção foi a ausência do rosto da filha nas chamadas de vídeo.

As respostas incomuns fizeram com que a família desconfiasse de que a jovem pudesse estar enfrentando alguma dificuldade que não conseguia revelar abertamente.

Diante da situação, os pais decidiram fazer uma viagem de surpresa.

FAMÍLIA PERCORREU MAIS DE 500 QUILÔMETROS

A jovem estava em Ponta Grossa, município localizado na região dos Campos Gerais do Paraná.

Os pais saíram de São Paulo e percorreram mais de 500 quilômetros para encontrá-la.

Ao chegarem, a preocupação inicial se transformou em uma ocorrência policial.

Segundo as informações divulgadas, a jovem estaria sendo mantida em cárcere privado e sofrendo agressões do namorado.

A Polícia Civil foi acionada para atender ao caso.

NAMORADO FOI PRESO EM FLAGRANTE

O suspeito, que também tem 19 anos, foi preso em flagrante na quarta-feira (21).

Ele é investigado por suspeitas relacionadas à privação de liberdade e à violência doméstica contra a companheira.

A identidade dos envolvidos não foi divulgada, como forma de preservar a vítima.

A prisão em flagrante não representa condenação. As circunstâncias da ocorrência deverão ser esclarecidas durante a investigação e eventual processo judicial.

CONTROLE DA COMUNICAÇÃO PODE SER SINAL DE VIOLÊNCIA

O episódio chama a atenção para situações em que vítimas de relacionamentos abusivos enfrentam dificuldades para manter contato livre com familiares e amigos.

Mudanças repentinas na comunicação, afastamento de pessoas próximas e receio de falar sobre a própria rotina podem ser sinais de alerta, embora não constituam, isoladamente, prova de violência.

O controle sobre celulares, mensagens, deslocamentos e relacionamentos é uma das formas pelas quais agressores podem tentar restringir a autonomia de suas vítimas.

No caso de Ponta Grossa, a percepção dos pais sobre mudanças no comportamento da filha foi decisiva para que buscassem verificar a situação presencialmente.

COMO PEDIR AJUDA EM CASOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA?

No Brasil, a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, oferece orientações e recebe denúncias relacionadas à violência contra mulheres.

Em situações de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190.

Familiares também podem procurar uma delegacia para relatar suspeitas e solicitar a atuação das autoridades.

O caso registrado em Ponta Grossa reforça a importância de prestar atenção a mudanças preocupantes na comunicação de pessoas próximas e de buscar ajuda especializada quando houver suspeita de violência.

A Polícia Civil deverá continuar os procedimentos para esclarecer as circunstâncias da ocorrência e a responsabilidade do investigado.