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NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
PARANÁ CONCENTRA 85% DA PRODUÇÃO DE SEDA DO BRASIL E APOSTA EM TECNOLOGIA PARA ENFRENTAR O CALOR
Estado lidera a sericicultura nacional e começa a instalar estruturas com irrigação, monitoramento climático e climatização para reduzir perdas e proteger a produção de casulos.

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
O Paraná responde por aproximadamente 85% da produção brasileira de casulos do bicho-da-seda e concentra o principal polo de sericicultura do país. A atividade tem forte presença no Norte paranaense, região conhecida como Vale da Seda, e é desenvolvida principalmente por agricultores familiares.
A produção abastece a indústria têxtil com fios de seda que também são destinados ao mercado internacional. Segundo informações do Governo do Paraná, o estado utiliza manejo orgânico e se destaca pela qualidade do fio produzido.
Além de manter a liderança nacional, o setor agora aposta em novas tecnologias para enfrentar um dos principais desafios da atividade: as oscilações climáticas e, especialmente, períodos de temperaturas elevadas.
LONDRINA ABRIGA FÁBRICA DE FIOS DE SEDA
Um dos principais pontos da cadeia produtiva está em Londrina, onde funciona a Fiação de Seda Bratac, apontada pelo Governo do Paraná como a única fábrica de fios de seda em escala industrial do Ocidente.
A unidade recebe os casulos produzidos no campo para o processamento industrial e também se destaca pela certificação orgânica têxtil.
O ciclo de criação do bicho-da-seda dura aproximadamente 28 dias. Nesse período, as lagartas são alimentadas com folhas de amoreira até iniciarem a formação dos casulos.
A dimensão da produção chama atenção: cada casulo pode fornecer até mil metros de fio de seda.
No processo industrial, os casulos são separados e classificados conforme a qualidade. Até mesmo resíduos do processo são aproveitados. As sobras dos primeiros fios, conhecidas como anafaia, podem ser utilizadas na fabricação de tecidos destinados à decoração.
CALOR É UM DOS DESAFIOS DA PRODUÇÃO
Apesar da posição de destaque do Paraná, a sericicultura enfrenta dificuldades que contribuíram para a redução do número de famílias produtoras ao longo das últimas décadas.
Entre os principais problemas estão as oscilações climáticas e a possibilidade de deriva de agrotóxicos provenientes de outras lavouras.
As temperaturas elevadas também preocupam o setor. O ambiente considerado adequado para o desenvolvimento do bicho-da-seda deve permanecer entre aproximadamente 22°C e 26°C.
Com a possibilidade de períodos mais quentes, manter essas condições dentro dos barracões se torna fundamental para evitar perdas e preservar a qualidade dos casulos.
TECNOLOGIA CHEGA AOS BARRACÕES
Para enfrentar o problema, a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e o IDR-Paraná estão implantando Unidades de Referência Tecnológica em diferentes regiões produtoras.
As estruturas estão sendo instaladas nas regiões Noroeste, Centro-Sul e Norte Pioneiro e combinam diferentes tecnologias para acompanhar as condições da produção.
Entre os recursos previstos estão sistemas de irrigação para as plantações de amoreira, estações de monitoramento climático e equipamentos para climatização dos barracões onde os bichos-da-seda são criados.
A estratégia busca permitir maior controle das condições ambientais, reduzindo os impactos provocados pelo calor e contribuindo para a manutenção da qualidade dos casulos e, consequentemente, dos fios produzidos.
SETOR PLANEJA OS PRÓXIMOS DEZ ANOS
Além dos investimentos tecnológicos, representantes da cadeia da seda trabalham na elaboração de um plano de desenvolvimento para os próximos dez anos.
A iniciativa envolve pesquisa pública e privada, extensão rural, universidades, associações, produtores e empresas ligadas à cadeia produtiva.
O objetivo é combinar tecnologia e conhecimento para aumentar a produtividade, ampliar a renda das famílias que vivem da sericicultura e tornar a atividade mais preparada para enfrentar as mudanças climáticas.
Com cerca de 85% da produção nacional concentrada em seu território, o Paraná busca, assim, utilizar inovação e modernização no campo para preservar uma cadeia produtiva que vai das pequenas propriedades rurais à indústria têxtil e ao mercado internacional.
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