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PETROBRAS E OUTRAS PETROLEIRAS ARREMATAM 7 DAS 13 ÁREAS OFERTADAS NO PRÉ-SAL

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis realizou nesta quarta-feira (7) um leilão de áreas do pré-sal para exploração de petróleo e gás natural nas bacias de

PETROBRAS E OUTRAS PETROLEIRAS ARREMATAM 7 DAS 13 ÁREAS OFERTADAS NO PRÉ-SAL

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis realizou nesta quarta-feira (7) um leilão de áreas do pré-sal para exploração de petróleo e gás natural nas bacias de Campos e Santos.

Das 13 áreas ofertadas, sete foram arrematadas. Os bônus de assinatura somaram R$ 530,5 milhões.

Participaram com propostas Petrobras, Prio Forte e Equinor Brasil, além de dois consórcios: um formado por CNOOC Petroleum e Sinopec e outro composto por Equinor Brasil e Galp Energia Brasil.

As outras seis áreas ofertadas não receberam propostas.

Um ponto que chamou atenção foi a ausência de disputa direta entre diferentes interessados. Cada um dos sete blocos vendidos recebeu apenas uma oferta.

COMO FUNCIONA O LEILÃO

A sessão fez parte do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção.

Nesse modelo, as empresas vencedoras recebem o direito de explorar determinada área e podem usar parte da produção futura para recuperar os custos do projeto.

O restante da produção é dividido com a União.

No regime de partilha, vence a empresa ou consórcio que oferece ao governo a maior parcela do chamado excedente em óleo.

O bônus de assinatura, por outro lado, já é definido previamente e deve ser pago pela empresa vencedora no momento da contratação.

ARREMATE NÃO SIGNIFICA DESCOBERTA DE PETRÓLEO

A aquisição de um bloco em leilão não significa que já exista uma reserva comercial comprovada naquela área.

As empresas passam a ter o direito de realizar atividades de exploração, como estudos geológicos e perfurações.

Elas também assumem o risco de investir e, eventualmente, não encontrar petróleo ou gás em quantidade suficiente para justificar a produção comercial.

QUAIS ÁREAS FORAM ARREMATADAS

Na Bacia de Campos, foram negociados três blocos:

Magnetita: Prio Forte
Hematita: Prio Forte
Azurita: Petrobras

Já na Bacia de Santos, quatro áreas receberam propostas:

Jade: consórcio CNOOC Petroleum e Sinopec
Cruzeiro do Sul: Petrobras
Rubi: Equinor Brasil
Rodocrosita: consórcio Equinor Brasil e Galp Energia Brasil

SEIS BLOCOS FICARAM SEM PROPOSTAS

Ao todo, 13 áreas foram colocadas à disposição nesta sessão.

Cinco delas ficam na Bacia de Campos: Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita.

Na Bacia de Santos, foram ofertados Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita.

Seis desses blocos terminaram o leilão sem interessados.

O edital da Oferta Permanente de Partilha prevê ainda outros dez blocos, que não foram levados à sessão desta quarta-feira.

O QUE É A OFERTA PERMANENTE

Diferentemente das rodadas tradicionais, a Oferta Permanente mantém determinadas áreas disponíveis continuamente para o mercado.

Uma nova sessão é organizada quando empresas demonstram interesse e cumprem as exigências previstas pela ANP.

O modelo permite que o governo ofereça blocos de exploração sem depender exclusivamente de rodadas realizadas em datas fixas.

ANP REALIZA SEGUNDO LEILÃO NO MESMO DIA

A ANP também programou para esta quarta-feira uma segunda sessão pública, desta vez pelo regime de concessão.

Nesse modelo, as empresas assumem integralmente os riscos da exploração e, caso encontrem petróleo ou gás comercialmente viável, ficam com a produção.

Em contrapartida, precisam pagar valores ao governo, como royalties e bônus de assinatura.

07 de out. de 2026 · Redação Scarpa360