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PF APONTA “TUCA” COMO OPERADORA DE SUPOSTO ESQUEMA DE EMENDAS ATRIBUÍDO A VALDEMAR COSTA NETO

Investigação enviada ao STF afirma que servidora organizava indicações e documentos ligados a emendas parlamentares; caso envolve suspeita de desvio de R$ 119 milhões

PF APONTA “TUCA” COMO OPERADORA DE SUPOSTO ESQUEMA DE EMENDAS ATRIBUÍDO A VALDEMAR COSTA NETO
Imagem: Reprodução/Linkedin

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

A Polícia Federal apontou a servidora Mariângela Fialek, conhecida em Brasília como “Tuca”, como uma das peças operacionais de um suposto esquema de emendas parlamentares atribuído ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.

Segundo reportagem do g1, a investigação enviada ao Supremo Tribunal Federal afirma que Mariângela atuava na organização do fluxo de indicações de emendas e na manipulação de documentos usados para, segundo a PF, ocultar a participação de Valdemar no direcionamento dos recursos.

O caso ganhou novo peso após o ministro Flávio Dino, do STF, determinar o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto no valor de R$ 119 milhões. De acordo com a Folha de S.Paulo, a PF sustenta que o dirigente do PL teria atuado como mandante no direcionamento de valores ligados a emendas parlamentares.

A investigação trata de suspeitas envolvendo o uso de emendas como instrumento de favorecimento político. Emendas parlamentares são recursos do Orçamento indicados por deputados e senadores para obras, serviços e projetos em estados e municípios. O problema, segundo os investigadores, estaria no uso irregular desses recursos, com suposto desvio de finalidade e tentativa de esconder quem realmente controlava as indicações.

Mariângela Fialek já vinha sendo citada em apurações anteriores sobre emendas. Em dezembro de 2025, ela foi alvo da Operação Transparência, deflagrada pela Polícia Federal para investigar possíveis irregularidades na destinação de verbas públicas. Na ocasião, a PF cumpriu mandados em endereços ligados à servidora, que havia atuado na Câmara durante a gestão de Arthur Lira na Presidência da Casa.

Relatos publicados pela Folha apontaram que a PF realizou buscas em endereços ligados a Mariângela e que ela era vista como alguém com papel relevante na coordenação de emendas dentro da Câmara. O ministro Flávio Dino chegou a afirmar que havia elementos indicando que, mesmo após mudanças no comando da Casa, a investigada ainda poderia manter influência sobre mecanismos semelhantes ao chamado “orçamento secreto”.

Em outra frente da apuração, a PF apreendeu planilhas com informações sobre emendas parlamentares em endereço ligado à servidora. Segundo o Brasil 247, os investigadores analisavam se os arquivos correspondiam a registros de distribuição de emendas de relator, modalidade que ficou conhecida como orçamento secreto.

A defesa de Mariângela Fialek nega irregularidades. Em manifestações anteriores, seus advogados afirmaram que ela exercia função técnica, apartidária e impessoal, e que os materiais apreendidos seriam públicos, segundo informações publicadas pela Folha.

Valdemar Costa Neto também não foi condenado nesse caso. A investigação segue em andamento no STF, e as medidas determinadas até agora, como bloqueio de bens e análise de documentos, fazem parte da fase de apuração. Ou seja, as suspeitas ainda precisam ser analisadas pela Justiça.

O caso reacende a discussão sobre a falta de transparência nas emendas parlamentares e sobre o poder de assessores e dirigentes partidários na definição do destino de recursos públicos. Para a PF, o ponto central é descobrir quem realmente comandava as indicações, quais municípios e entidades foram beneficiados e se houve desvio de dinheiro público.

10 de jul. de 2026 · Redação Scarpa360