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PF INVESTIGA R$ 90 MILHÕES EM EMENDAS PIX DE 4 PARLAMENTARES
Relatório da Controladoria-Geral da União afirma que todas as obras fiscalizadas estavam paralisadas e identifica falhas no registro de contratações públicas.

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
A Polícia Federal investiga a destinação e a aplicação de aproximadamente R$ 90 milhões em emendas Pix enviadas por quatro parlamentares de Roraima. A apuração envolve o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, o ex-senador Telmário Mota, o senador Dr. Hiran (PP-RR) e o deputado federal Nicoletti (PL-RR).
As investigações tiveram como um dos principais pontos de partida uma auditoria realizada pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou falhas na execução das verbas e indícios de descumprimento das normas previstas na legislação.
Segundo o relatório da CGU, embora os recursos tenham sido destinados a programas finalísticos das administrações municipais, conforme prevê a Constituição, a fiscalização revelou problemas na execução das obras e na transparência das contratações.
Entre as principais irregularidades apontadas está o fato de que todas as obras vistoriadas pelos auditores estavam paralisadas no momento da inspeção.
Além disso, a Controladoria verificou que diversas aquisições realizadas com recursos das emendas não foram registradas no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), plataforma obrigatória para divulgação de licitações e contratos públicos.
De acordo com o órgão, a ausência desses registros contraria o artigo 81, §3º, da Lei nº 14.436/2022 (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que determina a publicidade das contratações financiadas com recursos federais.
No relatório, a CGU destacou que as emendas foram aplicadas em ações do Poder Executivo municipal, mas afirmou que a execução contratual apresentou problemas relevantes.
"Quanto às execuções contratuais, constatou-se que todas as obras inspecionadas estão paralisadas e as aquisições não estão registradas no PNCP", registra o documento.
A Polícia Federal agora trabalha para identificar se houve apenas falhas administrativas ou se os recursos públicos foram utilizados de forma irregular. Os investigadores analisam contratos, pagamentos, empresas contratadas e a execução física das obras para verificar eventual responsabilidade de agentes públicos e privados.
As chamadas emendas Pix permitem que recursos da União sejam transferidos diretamente para estados e municípios, sem a necessidade de convênios tradicionais. O modelo foi criado para agilizar a liberação de verbas, mas passou a ser alvo de críticas devido às dificuldades de fiscalização e ao baixo nível de transparência em parte das transferências.
Nos últimos meses, órgãos de controle, como a CGU e o Tribunal de Contas da União (TCU), vêm reforçando a fiscalização sobre esse tipo de repasse, exigindo maior transparência na aplicação dos recursos e o cumprimento das regras legais.
A investigação da Polícia Federal segue em andamento e poderá apontar se houve crimes relacionados à aplicação das verbas públicas, além de definir eventuais responsabilidades dos envolvidos. Até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre o caso, e os fatos continuam sob apuração pelas autoridades competentes.
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