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PL VAI DESTINAR R$ 3 MILHÕES A CADA DEPUTADO FEDERAL COM MANDATO QUE DISPUTAR AS ELEIÇÕES DE 2026

Valdemar Costa Neto afirma que os 98 deputados do partido que entrarem na disputa terão uma cota milionária do Fundo Eleitoral; PL recebeu R$ 881,7 milhões, maior valor entre as le

PL VAI DESTINAR R$ 3 MILHÕES A CADA DEPUTADO FEDERAL COM MANDATO QUE DISPUTAR AS ELEIÇÕES DE 2026
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

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O Partido Liberal decidiu reservar uma parcela expressiva de seus recursos eleitorais para financiar os atuais deputados federais da legenda que disputarão as eleições de 2026. Segundo o presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, a previsão é destinar R$ 3 milhões do Fundo Eleitoral a cada parlamentar com mandato que seja candidato neste ano.

A informação foi revelada pela coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles. Valdemar afirmou que a regra deverá alcançar os 98 deputados federais de mandato do PL que entrarem na disputa, seja buscando a reeleição para a Câmara ou concorrendo a outros cargos, como o Senado.

A decisão acontece em um ano no qual o PL controla a maior parcela do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como fundão eleitoral.

Segundo dados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o fundo destinado às eleições de 2026 soma R$ 4,96 bilhões. O PL ficou com aproximadamente R$ 881,7 milhões, à frente do PT, com R$ 615,4 milhões, e do União Brasil, com R$ 526,2 milhões.

O Fundo Eleitoral é composto por recursos públicos e distribuído às legendas de acordo com critérios estabelecidos em lei, que levam em consideração principalmente a votação para a Câmara dos Deputados e o tamanho das bancadas no Congresso. Depois de receber sua cota, cada partido define internamente os critérios utilizados para dividir o dinheiro entre as candidaturas.

Alguns repasses do PL já aparecem nas campanhas.

A deputada Roberta Roma (PL-BA), candidata à reeleição e esposa do ex-ministro João Roma, já recebeu aproximadamente R$ 3,1 milhões do partido. Ao comentar o valor, Valdemar indicou que esse será o patamar destinado aos demais deputados da bancada que também disputarem as eleições.

Os deputados gaúchos Bibo Nunes e Giovani Cherini também aparecem entre os parlamentares contemplados com valores semelhantes. Já Lincoln Portela e Eros Biondini, ambos de Minas Gerais, receberam até agora R$ 2,5 milhões cada.

O partido também direcionou quantias relevantes para candidatos que atualmente não possuem mandato na Câmara.

Um deles é Padre Kelmon, candidato à Presidência em 2022 e que neste ano tenta uma vaga de deputado federal por São Paulo. Sua campanha recebeu R$ 1,2 milhão do PL.

Outro nome é Jair Renan Bolsonaro, filho mais novo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que concorre a deputado federal por Santa Catarina. Segundo os dados mencionados pela coluna, sua campanha recebeu R$ 1,5 milhão.

Para candidatos sem mandato, porém, não haverá necessariamente uma cota fixa. Valdemar afirmou que os valores serão definidos considerando o potencial eleitoral de cada nome.

A estratégia do partido já vinha sendo desenhada meses antes do início oficial da campanha.

Em junho, Valdemar afirmou que os quase R$ 882 milhões do fundo público poderiam não ser suficientes para financiar todas as candidaturas consideradas prioritárias pela legenda. Na ocasião, o dirigente revelou que o PL buscava levantar outros R$ 300 milhões em doações de pessoas físicas para complementar os recursos eleitorais.

O plano inicial também previa valores próximos ao teto permitido para deputados que disputassem a reeleição e uma parcela muito maior para a campanha presidencial da legenda.

Os primeiros dados nacionais mostram a força do financiamento partidário nesta eleição. Em apenas dez dias de campanha, aproximadamente R$ 648,5 milhões dos R$ 770 milhões já movimentados pelos candidatos vieram dos próprios partidos, especialmente do Fundo Eleitoral. O PL já havia distribuído aproximadamente 30% de sua cota nesse período.

A legislação obriga os partidos a informar previamente ao TSE os critérios adotados para a divisão do Fundo Eleitoral. Os valores transferidos também precisam aparecer nas prestações de contas das campanhas, permitindo o acompanhamento público dos repasses.

Com a maior bancada e a maior fatia do fundo público disponível em 2026, o PL aposta na manutenção de sua força na Câmara dos Deputados e na ampliação de sua presença no Congresso.

27 de ago. de 2026 · Redação Scarpa360