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PM ANALISA 40 CÂMERAS E DIZ NÃO TER ENCONTRADO ABORDAGEM IRREGULAR A MOTORISTA DE HADDAD

Secretaria da Segurança Pública afirma que imagens e dados de geolocalização não confirmaram irregularidades até o momento; candidato contesta apuração preliminar e pede que outras

PM ANALISA 40 CÂMERAS E DIZ NÃO TER ENCONTRADO ABORDAGEM IRREGULAR A MOTORISTA DE HADDAD
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

A Polícia Militar de São Paulo informou que, até o momento, não encontrou indícios de abordagem ou procedimento irregular envolvendo o motorista de Fernando Haddad (PT), candidato ao Governo de São Paulo. A conclusão faz parte de uma investigação preliminar aberta depois de Haddad relatar que uma viatura teria acompanhado seu veículo e, posteriormente, seguido seu motorista de maneira que classificou como “estranha” e “ostensiva”.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), foram analisadas imagens de cerca de 40 câmeras privadas de residências e estabelecimentos comerciais localizados ao longo do trajeto informado pelo motorista. A pasta também verificou dados de geolocalização das viaturas que circulavam pela região. De acordo com a SSP, as diligências realizadas até agora não mostraram interação irregular dos policiais com Haddad ou integrantes de sua equipe.

O episódio teria ocorrido na noite de terça-feira (11), depois de Haddad retornar de um compromisso na Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, e chegar à residência onde mora, na zona sul da capital paulista. Segundo o relato apresentado pelo candidato e por sua defesa, uma viatura teria se aproximado do veículo, enquanto policiais teriam direcionado uma luz para o interior do carro.

Após deixar Haddad em casa, o motorista afirmou que passou a ser acompanhado pela viatura. Segundo a versão apresentada pela equipe do candidato, o carro policial teria emparelhado com o veículo e se aproximado de seu para-choque durante o trajeto pela região da Avenida 23 de Maio. O motorista teria então buscado um local com câmeras para tentar entender a situação.

A defesa de Haddad afirmou que o motorista chegou a procurar os policiais para perguntar o que estava acontecendo e que teria ouvido a expressão “vaza daqui”. Essa versão ainda integra a apuração e não foi confirmada pela investigação preliminar da SSP.

Imagens de segurança obtidas pela imprensa mostram uma viatura da Polícia Militar circulando pela rua onde Haddad mora pouco antes da chegada do veículo que transportava o candidato. A gravação, porém, não registra uma abordagem nem o período posterior em que o motorista afirma ter sido seguido.

Segundo a apuração preliminar da Segurança Pública, a viatura identificada estava em uma diligência relacionada à procura de suspeitos de furtos de veículos na região. A SSP afirma não ter identificado, até agora, comportamento policial fora do padrão nem elementos que indiquem motivação política.

Haddad contestou as conclusões preliminares. O candidato afirmou que sua equipe indicou precisamente uma das câmeras que deveria ser analisada e argumentou que o hotel mencionado possui mais de uma frente. Ele também citou a existência de uma câmera do programa Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, que poderia contribuir para esclarecer a sequência dos fatos.

A coligação Desperta São Paulo, que apoia Haddad, apresentou uma notícia de fato à Procuradoria Regional Eleitoral e pediu a abertura de um procedimento para investigar o episódio. Entre as solicitações estão a identificação da viatura e dos policiais, a verificação de eventual ordem superior para a atuação e a obtenção de imagens de câmeras instaladas nos locais indicados pela equipe.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que o caso será tratado de maneira técnica e que todas as informações disponíveis serão verificadas. O governador também disse que o motorista deverá prestar depoimento para detalhar o percurso e as circunstâncias relatadas.

O ouvidor das polícias de São Paulo, Mauro Caseri, defendeu uma investigação mais aprofundada e afirmou que, além das imagens, devem ser analisados outros elementos, como eventuais registros das câmeras corporais utilizadas pelos policiais.

A própria SSP ressalta que a investigação ainda não foi encerrada. Caso novos elementos indiquem alguma irregularidade, o procedimento preliminar poderá ser convertido em inquérito.

14 de ago. de 2026 · Redação Scarpa360