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POR QUE A PAIXÃO MEXE TANTO COM O CÉREBRO? A CIÊNCIA EXPLICA O QUE ACONTECE QUANDO ALGUÉM SE APAIXONA

Estudos mostram que o amor romântico ativa áreas ligadas à recompensa, motivação e prazer, ajudando a explicar por que uma pessoa apaixonada pode ficar eufórica, ansiosa e com pens

POR QUE A PAIXÃO MEXE TANTO COM O CÉREBRO? A CIÊNCIA EXPLICA O QUE ACONTECE QUANDO ALGUÉM SE APAIXONA
Imagem produzida com uso da inteligência artificial

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.

A paixão costuma ser descrita como algo mágico, inexplicável e até fora de controle. Mas, para a ciência, parte dessa sensação intensa tem explicação: quando alguém se apaixona, o cérebro passa por uma série de reações químicas e emocionais que ajudam a entender por que o coração acelera, a ansiedade aumenta e a pessoa amada parece ocupar todos os pensamentos.

Estudos realizados com exames de imagem mostram que o amor romântico ativa regiões do cérebro ligadas ao sistema de recompensa, o mesmo circuito associado à motivação, ao prazer e à busca por algo considerado importante. Em outras palavras, o cérebro interpreta a pessoa amada como uma espécie de “recompensa”, fazendo com que a atenção, a energia e o desejo fiquem concentrados nela.

Uma das substâncias mais associadas a esse processo é a dopamina, um neurotransmissor ligado à sensação de prazer, entusiasmo e motivação. É por isso que, no início de uma paixão, muitas pessoas relatam euforia, insônia, aumento de energia e dificuldade de pensar em outra coisa. Para o cérebro, estar perto da pessoa desejada ou receber uma mensagem dela pode funcionar como um forte estímulo emocional.

Essa reação também ajuda a explicar por que a paixão pode parecer tão intensa. O cérebro passa a valorizar sinais ligados à pessoa amada, como fotos, mensagens, lembranças, voz, cheiro ou lugares frequentados juntos. Pequenos gestos ganham uma importância enorme e podem provocar alegria, expectativa ou ansiedade.

Além da dopamina, outros hormônios e neurotransmissores entram em cena. A noradrenalina pode contribuir para sintomas físicos como coração acelerado, mãos suadas e sensação de alerta. Já a serotonina, associada ao equilíbrio do humor, pode sofrer alterações durante a fase inicial da paixão, o que ajuda a explicar os pensamentos repetitivos e a sensação de “não conseguir tirar alguém da cabeça”.

Com o tempo, se o relacionamento se fortalece, outras substâncias passam a ter papel importante, como a oxitocina e a vasopressina, relacionadas ao vínculo, à confiança e ao apego. É nessa fase que a paixão inicial pode se transformar em amor mais estável, marcado por segurança emocional, parceria e convivência.

Mas isso não significa que o amor seja apenas química. A ciência explica parte do processo biológico, mas fatores como memória, personalidade, experiências de vida, cultura, afinidade e convivência também influenciam a forma como cada pessoa se apaixona. Por isso, duas pessoas podem viver a paixão de maneiras completamente diferentes.

Especialistas destacam ainda que a intensidade da paixão pode afetar decisões. Quando alguém está muito apaixonado, tende a idealizar mais a pessoa amada, enxergar menos defeitos e interpretar situações comuns com mais emoção. Essa fase pode ser prazerosa, mas também exige equilíbrio, principalmente quando envolve dependência emocional, ciúmes excessivo ou sofrimento constante.

A boa notícia é que entender o que acontece no cérebro não tira a beleza do amor. Pelo contrário: mostra que a paixão é uma das experiências humanas mais complexas, misturando biologia, emoção, memória e comportamento.

No fim, a ciência ajuda a explicar por que se apaixonar pode mudar a rotina, o humor e até a forma como alguém enxerga o mundo. A paixão mexe com o cérebro porque ativa justamente os sistemas que fazem uma pessoa desejar, buscar, lembrar e se conectar.

Por isso, quando alguém diz que está “com a cabeça nas nuvens”, talvez a explicação esteja menos no coração e mais no cérebro.

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10 de jun. de 2026 · Redação Scarpa360