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NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
POR QUE ALGUMAS PESSOAS LEMBRAM DOS SONHOS E OUTRAS NÃO? A CIÊNCIA FINALMENTE EXPLICA
Enquanto algumas pessoas acordam descrevendo sonhos com riqueza de detalhes, outras mal conseguem lembrar se sonharam. O fenômeno intriga cientistas há décadas, e pesquisas recente

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
Você já acordou no meio da madrugada convencido de que viveu uma história inteira enquanto dormia? Talvez estivesse voando, reencontrando alguém do passado ou fugindo de uma situação inexplicável. Mas, poucos minutos depois, tudo desapareceu da memória como fumaça.
Para milhões de pessoas, lembrar dos sonhos é algo raro. Para outras, é quase uma rotina diária. Mas afinal: por que algumas pessoas conseguem recordar sonhos com facilidade enquanto outras esquecem completamente?
A ciência tem investigado essa pergunta há anos, e as respostas revelam detalhes fascinantes sobre o cérebro humano.
O cérebro nunca “desliga” totalmente
Durante o sono, o cérebro passa por diferentes fases. A mais conhecida é o chamado sono REM (Rapid Eye Movement), momento em que os olhos se movem rapidamente sob as pálpebras e a atividade cerebral fica intensa, quase semelhante à de quando estamos acordados.
É justamente nessa fase que ocorrem os sonhos mais vívidos e emocionais.
Pesquisadores descobriram que pessoas que se lembram mais dos sonhos costumam apresentar maior atividade em regiões cerebrais ligadas à atenção e à memória, especialmente no córtex pré-frontal e nas áreas temporais.
Um estudo conduzido pelo Centro de Pesquisa em Neurociência de Lyon, na França, mostrou que indivíduos chamados de “grandes lembradores de sonhos” acordam mais vezes durante a noite, mesmo que por poucos segundos, o que facilitaria a transferência do sonho para a memória consciente.
Segundo os cientistas, o cérebro precisa “despertar” brevemente para registrar o conteúdo sonhado.
Emoções fortes aumentam as chances de lembrar
A intensidade emocional também influencia diretamente.
Sonhos ligados a medo, ansiedade, felicidade extrema ou situações impactantes costumam permanecer mais tempo na memória. Isso acontece porque o cérebro tende a armazenar melhor experiências emocionalmente relevantes, mesmo durante o sono.
A psicóloga clínica e pesquisadora do sono Rosalind Cartwright, conhecida mundialmente pelos estudos sobre sonhos e emoções, defendia que os sonhos funcionam como uma espécie de “processador emocional” do cérebro.
Ou seja: sonhar pode ajudar a mente a reorganizar experiências vividas ao longo do dia.
Personalidade pode influenciar
Curiosamente, pesquisas apontam que pessoas mais criativas, introspectivas ou abertas a experiências tendem a lembrar mais dos sonhos.
Outro fator importante é o interesse pelo tema. Quanto mais uma pessoa presta atenção aos próprios sonhos, maiores são as chances de recordá-los.
Especialistas explicam que manter um diário ao lado da cama e anotar sonhos logo ao acordar fortalece esse processo de memorização.
E quem nunca lembra de nada?
Isso não significa ausência de sonhos.
A ciência é categórica: praticamente todas as pessoas sonham. A diferença está na capacidade de armazenar ou recuperar essas memórias após acordar.
Fatores como estresse, privação de sono, uso excessivo de telas antes de dormir, álcool e alguns medicamentos podem reduzir a lembrança dos sonhos.
Além disso, acordar abruptamente com despertadores ou levantar rapidamente da cama pode fazer o cérebro “apagar” o conteúdo sonhado em segundos.
Sonhos ainda guardam mistérios
Apesar dos avanços da neurociência, os sonhos continuam sendo um dos fenômenos mais misteriosos da mente humana.
Pesquisadores ainda discutem se os sonhos possuem função biológica específica ou se seriam apenas uma consequência da atividade cerebral durante o sono.
Enquanto a resposta definitiva não chega, uma coisa parece certa: quando fechamos os olhos, o cérebro continua criando histórias, cenários e emoções em silêncio — mesmo que muitas delas desapareçam antes do café da manhã.
Em média, uma pessoa pode ter de 3 a 6 sonhos por noite, mas esquece a maioria deles poucos minutos após acordar.
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