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PP BARRA CHAPA COM FLÁVIO BOLSONARO E TEREZA CRISTINA REAGE: “O QUE FOI ESTÁ POSTO”

Senadora afirma que respeita a neutralidade definida pelo partido, mas admite frustração com o encerramento das articulações para disputar a Vice-Presidência

PP BARRA CHAPA COM FLÁVIO BOLSONARO E TEREZA CRISTINA REAGE: “O QUE FOI ESTÁ POSTO”
Foto: Ana Karla Flores/g1

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A senadora Tereza Cristina (PP-MS) lamentou o fim das negociações para ocupar a vaga de vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026. A possibilidade perdeu força após o Progressistas decidir permanecer neutro na disputa pelo Palácio do Planalto.

Em declaração ao g1, a parlamentar afirmou que respeita a posição adotada pela legenda e reconheceu que não poderia participar da chapa sem o apoio formal do partido. Tereza Cristina ressaltou que não é candidata independente e que sua eventual participação dependeria de uma decisão coletiva do PP.

“O que foi está posto. O partido vai manter a neutralidade. Não sou candidata independente. Preciso que o partido avalie isso. Se o partido manteve a neutralidade, eu sinto”, declarou a senadora.

Apesar da frustração, Tereza Cristina indicou que continuará apoiando a candidatura de Flávio Bolsonaro. A senadora afirmou que permanecerá firme na campanha do parlamentar, mesmo sem integrar oficialmente a chapa presidencial.

Decisão do PP encerra negociação

O Progressistas anunciou que adotará uma posição de neutralidade na eleição presidencial depois de consultar seus diretórios estaduais. A decisão permite que lideranças e estruturas regionais da sigla apoiem candidatos diferentes, de acordo com as alianças estabelecidas em cada estado.

A definição partidária inviabilizou, neste momento, a indicação de Tereza Cristina para a Vice-Presidência. O anúncio do PP ocorreu pouco depois de Flávio Bolsonaro afirmar publicamente que a senadora havia aceitado o convite para disputar a eleição ao seu lado.

Antes da decisão definitiva, Tereza Cristina havia se reunido com Flávio e classificado o encontro como produtivo. Na ocasião, ela ressaltou que nenhuma composição estava formalmente definida e que qualquer decisão dependeria das discussões internas de seu partido.

Nome era considerado estratégico

Ex-ministra da Agricultura durante o governo de Jair Bolsonaro, Tereza Cristina é uma das principais lideranças políticas ligadas ao agronegócio. Sua presença na chapa era vista como estratégica para ampliar o diálogo de Flávio Bolsonaro com produtores rurais, empresários e setores do centro político.

A senadora possui forte atuação em Mato Grosso do Sul e reconhecimento entre representantes do setor agropecuário. Por esse motivo, sua escolha poderia ajudar a candidatura do PL a reduzir resistências e ampliar alianças fora do núcleo mais fiel do bolsonarismo.

A neutralidade do PP representa um revés para Flávio Bolsonaro, que buscava o apoio de uma das maiores legendas conservadoras do país. A Reuters destacou que a decisão enfraquece a tentativa do candidato de consolidar uma aliança mais ampla e aproximar sua campanha de eleitores ligados ao agronegócio.

Flávio agradece e procura outro nome

Após a confirmação da decisão do PP, Flávio Bolsonaro agradeceu publicamente a Tereza Cristina por ter demonstrado disposição para participar da chapa. O candidato afirmou que se sentiu honrado com a aceitação do convite, mas reconheceu que questões internas da legenda impediram o avanço da composição.

Sem a senadora, o PL passou a intensificar as conversas com outras siglas. Flávio declarou que avalia alternativas no Republicanos, no Podemos e no União Brasil para preencher a vaga de vice.

A escolha precisa ser concluída dentro do calendário das convenções partidárias. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a campanha pretende definir o nome até 5 de agosto, o que aumenta a pressão por um acordo com outro partido.

Neutralidade preserva alianças regionais

A opção do PP pela neutralidade está relacionada às diferentes alianças construídas pela legenda nos estados. Ao evitar um apoio nacional obrigatório, o partido mantém liberdade para que seus diretórios regionais se aproximem de candidaturas distintas.

Essa estratégia também busca preservar interesses locais nas eleições para governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas. O cálculo partidário, portanto, vai além da escolha entre os candidatos à Presidência.

Embora fique fora da chapa, Tereza Cristina sinalizou que continuará politicamente próxima de Flávio Bolsonaro. O episódio, no entanto, evidencia a dificuldade enfrentada pelo candidato do PL para reunir partidos de centro e construir uma coligação nacional mais ampla.

A definição do vice será um dos próximos movimentos decisivos da campanha, já que o nome escolhido poderá influenciar a aproximação com setores econômicos, grupos religiosos, lideranças regionais e eleitores mais moderados.

01 de ago. de 2026 · Redação Scarpa360