Mais notícias
NO SCARPA360Notícias e peças publicitárias consultadas no Scarpa360 em 06/09/2026. Distribuição demonstrativa para avaliação visual; a programação de rádio e TV é ilustrativa.
REVIRAVOLTA NO STF: FUX MUDA VOTO E TENTA ANULAR CONDENAÇÕES DO 8 DE JANEIRO
Segundo o ministro, vários processos teriam sido julgados pela Corte “sem competência adequada”, argumento que reacendeu o debate jurídico sobre foro, individualização das condutas

Este leitor apresenta um resumo da notícia para avaliar o projeto visual. A reportagem completa está no Scarpa360.
O ministro Luiz Fux protagonizou uma das maiores reviravoltas recentes no julgamento dos atos de 8 de janeiro de 2023. Após ter acompanhado anteriormente parte das condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal, Fux mudou seu posicionamento e passou a defender a anulação ou redução de penas de réus envolvidos nos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília.
A mudança ocorreu durante a análise de recursos e revisões criminais no plenário virtual do STF. Segundo o ministro, vários processos teriam sido julgados pela Corte “sem competência adequada”, argumento que reacendeu o debate jurídico sobre foro, individualização das condutas e proporcionalidade das penas.
O que Fux decidiu?
Nos votos mais recentes, Fux defendeu:
Absolvição completa de sete réus;
Redução drástica das penas de outros três condenados;
Anulação de processos por entender que o STF não deveria ter julgado determinados casos;
Exclusão de acusações como tentativa de golpe de Estado e associação criminosa em alguns processos.
Segundo o ministro, alguns acusados participaram apenas dos acampamentos em frente ao Quartel-General do Exército e não teriam atuado diretamente na invasão e depredação dos prédios públicos. Em sua avaliação, houve situações em que a punição teria extrapolado a responsabilidade individual dos envolvidos.
As penas que Fux quer derrubar
Entre os casos analisados por Fux, estavam condenações que variavam bastante conforme o grau de participação dos réus.
Os sete acusados absolvidos pelo ministro haviam sido condenados principalmente por:
Incitação ao crime;
Associação criminosa;
Participação em atos antidemocráticos.
As penas desses réus variavam entre 1 ano e 2 anos e meio de prisão. Muitos deles foram acusados de permanecer em acampamentos montados em frente a quartéis após as eleições de 2022.
Casos mais pesados: condenações de até 16 anos
Nos processos considerados mais graves, Fux não defendeu absolvição total, mas sim a retirada das acusações mais severas.
Alguns réus haviam recebido penas de:
13 anos e 6 meses;
16 anos e 6 meses de prisão.
As condenações incluíam crimes como:
Tentativa de golpe de Estado;
Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
Associação criminosa armada;
Dano qualificado;
Deterioração de patrimônio tombado.
Fux argumentou que, em certos casos, os acusados poderiam responder apenas por deterioração de patrimônio público tombado, descartando crimes ligados a tentativa de golpe ou organização criminosa.
O caso que mais chamou atenção
Um dos episódios mais comentados envolve a ré Dirce Rogério, condenada anteriormente a 16 anos e 6 meses de prisão. Na época, Fux havia acompanhado a maioria do STF pela condenação. Agora, porém, o ministro votou para anular a sentença, alegando que o STF não teria competência para julgar o caso.
Mesmo com a mudança de entendimento de Fux, a maioria dos ministros já havia se formado para manter a condenação da acusada.
Nos bastidores do STF, a mudança gerou forte repercussão política e jurídica. Críticos apontaram contradição no fato de Fux ter apoiado condenações anteriores e agora defender nulidades e absolvições. O ministro respondeu afirmando que: “Mudar entendimento é evoluir”.
Ele também afirmou que o Direito está em constante transformação e que revisões jurídicas fazem parte do funcionamento democrático da Justiça.
O impacto político e jurídico
A nova posição de Fux abriu uma fissura importante dentro do STF sobre os julgamentos do 8 de Janeiro. Embora o ministro tenha ficado isolado em vários pontos, seus votos passaram a ser usados por setores políticos e jurídicos que questionam:
a competência do STF;
o tamanho das penas;
a caracterização de tentativa de golpe;
a aplicação coletiva das acusações.
Mesmo assim, a tendência atual da Corte continua sendo manter a maior parte das condenações já aplicadas aos envolvidos nos atos de Brasília.
Acompanhe tudo em primeira mão: siga o @scarpa.360 no Instagram e fique por dentro das principais notícias do momento.
Carregando resultado da apuração das urnas…